Companhias aéreas vão exigir uso de máscaras em todos os voos no Brasil

As principais companhias aéreas que operam no Brasil vão passar a exigir o uso de máscaras a todos os seus clientes como medida para conter a disseminação do novo coronavírus.

Passageiros da empresa Azul já são obrigados a usar o item de proteção. A partir do dia 10, a Gol também exigirá o uso de máscaras. A regra será adotada pela Latam no dia 11.

Segundo a Gol, um levantamento interno feito pela própria empresa nos últimos dias aponta que 90% dos clientes da companhia já usam máscaras.

No podcast Tempo Hábil Entrevista: as etapas do desenvolvimento da vacina para o novo coronavírus

Em nota, a Azul afirma que, além desta medida, também disponibilizará em seus voos álcool em gel aos clientes, reforçará a limpeza dos aviões e a medir a temperatura de todos os funcionários da empresa, tanto os tripulantes, quanto aqueles que executarem funções em solo.

“Com tudo isso, vamos ser mais eficazes no combate ao vírus”, afirma Jason Ward, vice-presidente de Pessoas e Clientes da Azul.

A Latam informou que o uso de máscaras em seus voos só não será obrigatório para menores de 11 anos e passageiros com doenças que possam apresentar outras crises em decorrência do uso do item de proteção, desde que apresentem laudo que possa comprovar a condição.

A empresa diz, também, que adaptou parte de sua operação de manutenção no Brasil e no Chile para a produção de máscaras. E recomenda a seus clientes fazerem o checkin online, pelo site ou aplicativo, além de optar pelo uso do cartão de embarque em formato digital para evitar contatos com as máquinas disponíveis nos aeroportos.

Uso de máscaras todo tempo

Projeto de lei que tramita na Câmara Federal quer estender a todo o território nacional o uso de máscara enquanto durar o estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia do coronavírus.

De autoria do deputado Luciano Ducci (PSB-PR), o projeto prevê que a população utilize o equipamento nas vias públicas, no transporte público coletivo, nos estabelecimentos industriais e comerciais.

A fiscalização, segundo o texto do projeto, ficará sob a responsabilidade das administrações estaduais e municipais que poderão, inclusive, aplicar multa aos infratores.

Para valer, o projeto terá de ser aprovado na Câmara e seguir para votação no Senado.

Fonte: Agencia Brasil