Para o VP de Relações Institucionais da Abav, Guilherme Paulus, a volta à normalidade das atividades turísticas dependerá da descoberta de uma cura para o novo coronavírus.

“Temos condições de fazer uma retomada, mas será gradativa. Enquanto não tivermos uma vacina, temos que nos adaptarmos. E todas cidades turísticas seja no Brasil ou no mundo vão ter uma preocupação muito grande. Todas vão ter um protocolo muito grande de segurança. Os próprios Conventions Bureau já estão trabalhando nisso, para que as pessoas possam viajar tranquilos no futuro”, afirmou Paulus. 

Em aviões e ônibus, por exemplo, outra realidade será o espaçamento maior entre os assentos, muitos ficarão vazios para atender um distanciamento seguro entre as pessoas. “Nos hotéis, por exemplo, muitos vão voltar a oferecer aquele chamado café da manhã continental (fora dos buffets), que aquele que vem café, leite ou chá com pão, manteiga ou uma geleia e uma fruta”, vislumbra o executivo da Abav.

Futuro das lojas físicas

Paulus admite que as agências virtuais de viagem vão ganhar força após a pandemia do novo coronavírus, no entanto, os agentes de viagem com lojas físicas não acabam tão cedo. 

“Por mais que você tenha a internet, numa viagem de família, ele vai seguir procurando o agente, a loja física, porque ele gosta do olho no olho. Lá ele busca uma explicação maior sobre o pacote, tem uma assistência maior e completa. Quando você compra tudo só pela internet e tem um problema maior, um atraso de voo, um extravio de bagagem, uma reseva de hotel cancelada, o risco de você ficar na mão é maior”, conclui o executivo.

 

Fonte: Agencia Brasil