A chuva intensa  provocou, na noite desta quinta-feira (21), a queda de parte da balaustrada, do muro de contenção  e de uma calçada, na Ladeira da Barra, nas imediações do Yacht Clube da Bahia, deixando um poste pendurado. Parte dos escombros caíram no estacionamento da agremiação social, mas na hora do acidente, não havia ninguém no local. Também não houve danos a nenhum carro.

Pouco depois das 20h30, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) foi comunicada da ocorrência e enviou uma equipe técnica ao local. A Codesal também acionou a Coelba, concessionária do serviço de energia elétrica, que fez o desligamento de parte da rede na região do acidente, e a Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), que iniciou os trabalhos para fazer o  desvio da água da chuva do local do acidente, para não piorar a erosão.

Por medida de precaucão, Transalvador promoveu o fechamento da via que desce do bairro da Graça com sentido para a Barra e os técnicos realizaram as primeiras avaliações do acidente, que atingiu uma extensão de cerca de cinco metros do muro de contenção.

Funcionários da Coelba também foram enviados para avaliar os riscos “onde o poste foi arrastado, após erosão de terra”. “No momento, não há interrupção de energia, mas será necessário desligar um trecho da rede para a realização do serviço com segurança”, informou a concessionária ao CORREIO.

O desligamento da energia na área ocorreu pouco antes das 22h30. Ainda não há previsão de quando a energia elétrica será religada no treço próximo ao local do desabamento.

Na manhã desta sexta (22), a Codesal fará a vistoria completa para identificar as causas da erosão no terreno. Uma tubulação, que a Codesal não conseguiu identificar se é de água, terá de ser analisada e para isso, o órgão deverá acionar a Embasa.

Segundo o engenheiro da Codesal, Otto Moutinho, o asfalto da ladeira não foi atingido pelo desabamento. No entanto, ele sinalizou que ainda existe risco de outros deslizamentos da área e por isso o órgão solicitou o isolamento, desligamento da rede elétrica e desvio do fluxo de água da área atingida.

“O que já identificamos é que houve um  desabamento de muro de contenção e com isso, parte do passeio e da balaustrada vieram abaixo. Fizemos uma vistoria prévia para as medidas emergenciais. De manhã (hoje) faremos uma vistoria mais apurada para entender o que causou o desabamento. Mas a situação tem relação com as fortes chuvas na cidade”, disse o engenheiro.

Algumas pessoas que se identificaram como sócios do Yacht Clube não quiseram falar com o CORREIO  e disseram que o clube se pronunciaria por sua assessoria.

Até as 17h, a Codesal já havia recebido 350 solicitações, com seis desabamentos de imóveis, quatro desabamentos de muro, nove desabamentos parciais, 100 deslizamentos de terra, um destelhamento, 22 infiltrações, três orientações técnicas e um poste ameaçando cair.

Além disso, houve 23 notificações de alagamentos de imóveis, um alagamento de área, 69 ameaças de desabamento, duas ameças de desabamento de muro, 64 ameaças de deslizamento, 12 árvores ameaçando cair, quatro árvores caídas, três avaliações de área, 26 avaliações de imóveis alagados. 

Previsão do tempo
A previsão para esta sexta-feira (22) é de céu nublado a parcialmente nublado com chuvas fracas a moderadas ao longo do dia, acompanhadas de rajadas de ventos. Há risco para alagamentos e deslizamentos de terra.

Segundo o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) as chuvas do período ocorrem devido a frente fria sobre a região do Recôncavo baiano. 

*Com a orientação da subeditora Andreia Santana

Fonte: Correio