Estados Unidos proíbem entrada de viajantes do Brasil por causa do coronavírus

Os Estados Unidos irão impedir a entrada de qualquer viajante estrangeiro proveniente do Brasil. A proibição é por causa da pandemia de coronavírus. O decreto foi assinado pelo presidente Donald Trump e anunciado neste domingo (24).

“Hoje o presidente tomou a ação decisiva para proteger nosso país, ao suspender a entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil durante um período de 14 dias antes de buscar a admissão nos Estados Unidos”, afirma, em nota, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany.

A ameaça de limitar os viajantes vindos do Brasil já havia sido feita por Trump anteriormente, devido ao aumento do número de casos nacionais. Atualmente, o país é o segundo na lista dos que mais confirmaram casos de infectados por covid-19, justamente atrás dos EUA.  Na sexta-feira (22),  a Organização Mundial da Saúde classificou a América Latina como novo epicentro do vírus, dando destaque ao Brasil.

A medida barra estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias e começa a valer a partir das 23h59, no horário de Nova York, do dia 28 de maio. 

“A ação de hoje irá garantir que estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte adicional de infecções em nosso país. Essas novas restrições não se aplicam aos voos comerciais entre os EUA e o Brasil”, continua o comunicado. 

Há algumas exceções para a proibição. A restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano. Também não valerá para quem tenha residência permanente nos EUA ou seja filho ou irmão destes, desde que tenha menos de 21 anos. Ainda estão isentos os membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos Estados Unidos.

Atualmente, há 13 voos semanais em operação entre os dois países. Destes, seis têm a Flórida como destino e outros sete, o Texas. A Latam, sozinha, tinha 49 viagens semanais entre os dois países. Com a restrição de entrada, a tendência é que o número de voos seja ainda mais reduzido, já que passageiros que se encaixam na medida não poderão entrar nos Estados Unidos.

Fonte: Correio