Sindicato dos Rodoviários da Bahia suspende indicativo de greve geral

A indicação de uma greve geral dos rodoviários da Bahia foi suspensa, informou o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota. O diretor afirmou que a categoria vai reavaliar a situação.

De acordo com Mota, a decisão levou em consideração a redução da frota de ônibus com a antecipação dos feriados, a implantação de proteções para motoristas e cobradores nos ônibus e a promessa de melhores condições de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Poderíamos destacar a movimentação do Secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fábio Mota, junto aos empresários a partir de amanhã [segunda] para reforçar higienização, disponibilizar água sabão, redistribuir máscaras e intensificar a fiscalização do espaçamento”, pontuou o diretor.

Na última sexta-feira (22), começou a implantação de barreiras físicas, com cortinas de plástico resistente e transparente, nos postos de trabalho de motoristas e cobradores nos ônibus de Salvador.

Recomendada pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), a ação foi acatada pelo Consórcio Integra, que opera o sistema de transporte na cidade. Serão mais de mil veículos com esses itens de proteção implantados de forma gradativa. De acordo com a prefeitura, além dessas barreiras, os motoristas e cobradores já contam com máscaras e álcool em gel.

Outra iniciativa de combate à doença é aferição diária da temperatura dos trabalhadores, realizada pelas empresas. Durante a aferição, caso algum rodoviário tenha a temperatura alterada, imediatamente é encaminhado para as unidades de saúde para que seja apurada a situação do trabalhador.

A perspectiva era de que a greve se iniciasse já na próxima terça-feira (26) após uma assembleia geral online entre o Sindicato dos Rodoviários de Salvador e seus associados na segunda (25). Na última quarta (20), o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, disse ao CORREIO que a categoria teve uma reunião naquele dia, mas não houve nenhuma proposta feita pelos patrões.

“Não ficou nada decidido e não houve apresentação de proposta pelo lado dos patrões. Hoje, nosso maior pedido é em relação à questão dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Solicitamos que tenha barreira de acrílico onde fica o motorista, o cobrador. Pedimos também testes-rápidos para a categoria e aferição de temperatura nas garagens”, disse.

Segundo Primo, os rodoviários se queixam da ausência de luvas para cobradores, de dispositivos de álcool em gel e de reposição de máscaras para a categoria. 

Na última terça (19), o Sindicato dos Rodoviários da Bahia divulgou que poderia entrar em greve geral em breve se as empresas de ônibus não garantirem maior segurança aos motoristas. Em nota, a diretoria da categoria informou que aprovou o estado de greve no setor Urbano, de Fretamento e Turismo.

Fonte: Correio