Novos tempos para a comunicação

Várias atividades vão se transformar, e o relacionamento entre as pessoas não será o mesmo após a pandemia do coronavírus. Pelo menos essa é a aposta de especialistas e de estudiosos do comportamento humano. Muita coisa que antes demoraria de três a cinco anos para mudar agora vai se modificar em meses ou, até mesmo, dias. “O mundo vinha mudando num caminho tranquilo. Mas, com a Covid-19, tivemos que acelerar essas transformações. Com o isolamento, as pessoas estão repensando suas vidas, suas prioridades”, afirma o professor de gestão e finanças da UNA, Cleyton Izidoro.

No jornalismo, não será diferente. Especialmente no jornalismo local e regional, a mudança será grande. Atenta a esses movimentos, a Sempre Editora – empresa responsável pelos jornais O TEMPO e Super Notícia e pelo portal O Tempo, além da rádio Super 91,7 FM – também se esforça para compreender esse “novo normal” e investe em seu jornalismo ultralocal e preferencialmente digital, sem abrir mão de suas plataformas tradicionais.

“Muitas empresas estão aproveitando o momento para se modernizarem. Estruturas menores, trabalho remoto, foco no regional, atenção ao jornalismo de dados e voltado para o superlocal serão as premissas desse novo tempo”, explica o jornalista e sócio da consultoria Mídiamundo, Eduardo Tessler.

A professora de jornalismo do UniBH, Lorena Tárcia, reforça a importância de um jornalismo cada vez mais complementar. “Um conteúdo do impresso pode ser complementado por outros da rádio e do digital. É um tripé: multiplataforma, expansão da narrativa e mais necessidade de participação. As pessoas não querem repetição, é importante construir um universo em torno de uma história”, diz.

Consolidação

Em dois meses de pandemia, o portal O Tempo se consolidou como o maior produtor de notícias do Estado e também como o site local com a maior audiência. Em um período de 30 dias, a página otempo.com.br alcançou recordes de mais de 23 milhões de usuários únicos e cerca de 115 milhões de pageviews, segundo números do Google Analytics de abril.

“Tivemos um crescimento de 147,58% comparando-se fevereiro e março deste ano. É um percentual acima da média e é a nossa consolidação como canal de notícia entre os mineiros. Além disso, crescemos em outras localidades, como São Paulo e Rio, reforçando a qualidade de nosso conteúdo e também a eficácia de nossas estratégias de alcance”, destaca Cândido Henrique Silva, editor executivo da Sempre Editora.

Live do Tempo é estratégia para unir plataformas

Diante da necessidade de mudar – e mudar rápido –, a Sempre Editora vem apostando na rota da complementariedade de informações. Há quatro semanas, o grupo lançou o projeto Live do Tempo, uma ação estratégica conjunta entre o portal, a rádio e o impresso. Sempre às 14h, o programa já abordou temas relativos ao comércio, às montadoras de automóveis, aos bancos e ao turismo.

Juntas, as entrevistas com porta-vozes dos mais variados setores somaram 1.450.400 visualizações no portal e nas redes sociais, além de contar com a audiência de mais de 60 cidades da rádio Super 91,7 FM. A Live do Tempo também contou com a repercussão dos jornais impressos, que, apesar das dificuldades logísticas, continuam ocupando as primeiras colocações no Índice de Verificação de Comunicação (IVC), com tiragens que superam mais de 100 mil exemplares de segunda-feira a sexta-feira – ainda altas para o momento.

“Nossa estratégia é aproveitar o momento para consolidar nosso lema, que é jornalismo mineiro profissional e de qualidade. Acreditamos que será o diferencial e o fio condutor para nos mantermos atuantes e relevantes. As pessoas perceberam o valor das marcas tradicionais da comunicação, e vamos agora entrar nesse novo mundo, oferecendo novos produtos para as novas empresas, com marcas tradicionais ou não, que continuarão precisando do jornalismo sério, que combate as fake news e suas consequências. É um grande desafio, mas, sobretudo, uma grande oportunidade”, diz Heron Guimarães, diretor executivo da Sempre Editora.

Nomes como o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva; Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina; Ana Karina Bortoni Dias, presidente do BMG; e Samuel Flam, presidente da Unimed-BH, falaram sobre as dificuldades e as oportunidades que virão a partir da nova ordem mundial que vai se estabelecer nas relações entre consumidores, intermediários de vendas e empresas.

Jornalismo de qualidade como maior patrimônio

A transformação que está acontecendo com força total não terá fim quando a pandemia passar. Mas, se, por um lado, o jeito de se fazer jornalismo muda para acompanhar as novas exigências, o compromisso com a qualidade continua e segue um caminho constante de aperfeiçoamento. 

A editora executiva da Sempre Editora Renata Nunes ressalta a importância de passar por este momento ao lado de uma equipe extremamente competente e disposta a se adequar ao mundo pós-pandemia. “Nosso grupo é formado por profissionais gabaritados, criativos, ligados em todos os acontecimentos e bastante dedicados a desenvolver novas estratégias de trabalho no jornalismo diário. A empresa segue inovando, com a mesma seriedade que a consolidou no mercado, e sempre atenta às tendências impostas pelo novo normal”, diz.

“Jornalismo sério, responsável e de qualidade é o nosso maior patrimônio. Com profissionais qualificados e em várias frentes de trabalho, entregamos aos nossos leitores e ouvintes muita informação que retrata exclusivamente a realidade, ainda mais em um momento em que as fake news ganham uma velocidade absurda e preocupante”, afirma Juvercy Junior, editor executivo da Sempre Editora.

 

 

Fonte: Agencia Brasil