Acesso direto ao consumidor pode ser o legado da pandemia para a indústria

Nem todo setor industrial terá o que usar de aprendizado pelas imposições da pandemia do novo coronavírus, sobretudo aquelas que produzem itens para outras indústrias, ou seja, sem acesso direto ao consumidor final. No entanto, os demais seguimentos estão tendo de aprender a lidar diretamente com o consumidor, sem intermediários. Pelo menos é isso que afirmou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, em entrevista exclusiva à Live do Tempo nesta segunda-feira (1º).

“O que a pandemia vai deixar de legado é que parte do que é feito presencialmente pode ser feito à distância, com isso, o comércio eletrônico e mídias sociais virão mais fortes do que eram. Haverá aceleração do processo de digitalização do comércio e da relação das pessoas. A indústria, por exemplo, terá de mudar, acessar diretamente o consumidor. Ela vai ter que vender on line. Quem faz o produto final já vai poder ter esse canal de venda eletrônico direto, o que pode acarretar em redução de custo para o consumidor”, citou.

Roscoe também deu outros exemplos, como a possibilidade do home office, e até a diminuição em grande escala de reuniões de negócios presenciais, o que agiliza o processo, mas prejudica as companhias aéreas.

“Com as reuniões à distância, quantas pessoas deixaram de viajar?! Antes era considerado falta de etiqueta não prestigiar o interlocutor, era considerado até um certo grau de ofensa. Tínhamos alguns tabus no mundo dos negócios que agora vão cair. Boa parte das reuniões de negócios deixarão de ser presenciais. E o teletrabalho poderá ser incluído nessa lista de novidades”, previu.

Fonte: Agencia Brasil