Pelé adere campanha nas redes sociais em protesto contra racismo

Maior nome da história do futebol, Pelé aderiu na terça-feira (2) à iniciativa #BlackOutTuesday, que pede um momento de reflexão e protesto contra o racismo. A ideia surgiu após o assassinato de George Floyd, um homem negro de 40 anos, em Minneapolis, nos Estados Unidos, em 25 de maio.

Pelé participou da ação ao publicar uma imagem toda preta em seu perfil no Instagram, seguindo as instruções dos organizadores do movimento, que pedem para que nenhuma outra atividade fosse realizada nas redes sociais na terça-feira.

A iniciativa, liderada por estrelas da indústria musical, contou com a participação de outras importantes personalidades do esporte, como os ex-boxeadores Mike Tyson e Evander Holyfield, o ex-velocista Usain Bolt, os jogadores de basquete LeBron James e Stephen Curry e a tenista Naomi Osaka, a atleta mais bem paga do mundo nos últimos 12 meses. O atacante Neymar também protestou contra o racismo na terça-feira.

“2 de junho de 2020. Sem postagens nas redes sociais. Somente postem uma imagem toda preta em todas as plataformas. Suspendam todas as transmissões em todas as plataformas de música e no YouTube por um dia. Cancelem, encerrem, suspendam as participações em estúdios de dança, classes e reuniões. Encontrem maneiras de ajudar sua comunidade. Reforce seu conhecimento sobre as relações raciais contemporâneas e a história sócio-política e econômica dos negros nos Estados Unidos #VidasNegrasImportam #OShowPrecisaSerPausado”, escreveu Osaka em seu perfil no Instagram.

Os protestos contra o racismo estão acontecendo com intensidade após o assassinato do ex-segurança negro por um policial branco. A morte de Floyd causou uma série de manifestações em todo o território norte-americano. O oficial Derek Chauvin ficou durante 8 minutos e 46 segundos pressionando o pescoço do homem negro de 40 anos com o joelho. Imagens foram divulgadas e o policial acabou demitido e preso, acusado de assassinato e homicídio culposo (quando não tem a intenção de matar).

Fonte: Correio