Vídeo mostra médica sendo agredida por participantes da Festa da Covid

Vídeo de câmera de segurança mostram momento em que a médica Ticyana D’Azambuja, de 35 anos, é agredida por participantes da Festa da Covid, no bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro. A mulher, de 1,50 metros e 49 quilos, é carregada pelas pernas por um homem e agredida por outras duas pessoas, um homem e uma mulher. O homem lhe dá um tapa na cara e, em seguida, a mulher puxa seu cabelos e a agride.

A médica contou que teve o joelho esquerdo quebrado e as mãos pisoteadas depois que ela danificou com um martelo um carro que estava parado na porta de uma mansão em que era festejada a Festa da Covid.

 
 
 
 
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Nós do Grajaú Rio tivemos acesso a um vídeo que mostra o exato momento em que a médica Ticy Azambuja foi agredida por convidados do “baile do Covid-19”, que aconteceu em plena pandemia aquiano Grajaú. . Manifestamos aqui toda a nossa indignação e o nosso apoio irrestrito a profissional de linha de frente da saúde! . Esse caso não pode ficar impune! Ajude compartilhando e marcando o nosso ig @grajaurio ! . #grajaurio #grajaurj #covid19 #pmerj #pcerj #quarentena

Uma publicação compartilhada por Grajaú – RJ (@grajaurio) em 2 de Jun, 2020 às 3:50 PDT

Em seu relato no Facebook, Ticyana D’Azambuja diz que por repetidas vezes tentou negociar com os organizadores e fez reclamações contra a festa irregular na PM e na prefeitura do Rio de Janeiro. Com o barulho do imóvel vizinho, a médica que faz plantão em três hospitais cariocas durante o combate à Covid-19 e por medidas de segurança está distante do filho, não conseguia dormir. 

Nada feito, a médica, desceu de seu prédio e danificou o veículo. Com o ato, participantes da Festa da Covid saíram do local para agredi-la. “Me enforcaram até desmaiar. Me jogaram no chão e me chutaram. Quando retornei à consciência, gritava por socorro! Isso por volta de 17h, em plena luz do dia”, relata a médica.

Ela disse que foi arrastada até a altura de uma unidade do Corpo de Bombeiros, aos quais implorou ajuda e que garantissem sua integridade física até a chegada da polícia, mas eles não teriam atendido o socorro. 

A ocorrência foi registrada e a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga quem são os agressores e a possível omissão de militares.

Fonte: Agencia Brasil