Com câncer raro, baiano de 3 anos precisa de medula óssea; veja como doar

Com apenas 3 anos, o soteropolitano Gustavo Almeida Chagas, também conhecido como Gu, foi diagnosticado com uma doença rara: a Leucemia Mielóide Aguda (LMA) do subtipo M7 (Megacariocítica), decorrente de uma síndrome Mielo Displásica (SMD). O câncer é incomum em crianças – corresponde a 1% das leucemias pediátricas e acomete 0,5% pessoa a cada um milhão.

Mas existe chance dele se curar. E, pensando nisso, o amigos e familiares de Gu, de 3 anos, estão mobilizados em uma campanha para encontrar uma medula óssea compatível com a da criança. Além de todo o tratamento, que inclui quimioterapia e transfusões de sangue e de plaquetas, ele precisa de um doador compatível, aparentado ou não, para alcançar a sua cura.

“A ideia inicial da campanha é aumentar as chances dele. Mas,.se ajudar qualquer outra pessoa, eu já me sinto grata e muito feliz. Temos recebido tantas manifestações de carinho, amigos e familiares que estavam distantes e até desconhecidos, todos aderindo a causa, oferecendo palavras de conforto e força. As pessoas têm demonstrado que a solidariedade e a compaixão existem. Mães, assim como eu, tentam imaginar o tamanho da minha dor. Nem eu mesma consigo descrevê-la. Mesmo quando nosso coração parece despedaçado, não nos custa praticar o bem…”, afirma a psicóloga Taiana Rubim de Pinho Almeida Chagas, 36, mãe de Gustavo, em conversa com o CORREIO.

Taiana e o filho estavam morando no Rio de Janeiro, mas com a descoberta da doença, no dia 8 de maio, foram para a cidade de Barretos, em São Paulo, onde há um hospital referência em câncer infantil. Apesar dos dias tensos e cansativos com o filho no hospital, a mãe está esperançosa. “Estou certa de que a fé em Deus, na ciência e na solidariedade humana nos ajudarão nessa jornada… Encontraremos um doador compatível e o meu Gu será curado! Essa experiência tem nos ensinado muito. Diariamente oramos juntos, agradecemos a oportunidade de poder oferecer a ele uma excelente condição de tratamento. Tudo virou pelo avesso, o que tem nos levado a repensar o verdadeiro valor da vida”, revela.

Quem pode doar?
Para ser um doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em boas condições de saúde, não possuir doença infecciosa ou incapacitante e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Os interessados devem procurar um hemocentro da sua cidade.

Onde doar
Para ser um doador de medula óssea, basta procurar o hemocentro público do seu estado. Em Salvador, a sede da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), está localizada na ladeira do Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro de Brotas. Lá, basta manifestar o interesse de se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

O procedimento não é complicado: será retirada uma pequena quantidade de sangue do candidato a doador, o qual deverá ser analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Caso sua medula não seja compatível com a de Gustavo, você pode ajudar outra pessoa. O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de aproximadamente 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Para se informar sobre a campanha de solidariedade de Gu basta acessar o Instagram @unidosporgu.

Fonte: Correio