Veja lista dos carros automáticos mais baratos do Brasil por categoria

Entre os 10 automóveis mais vendidos no Brasil de janeiro a maio, apenas o Renault Kwid é vendido exclusivamente com transmissão manual. Isso reflete a preferência do brasileiro por veículos que ofereçam trocas de marcha sem a necessidade de acionamento da embreagem e a manipulação de uma alavanca. Para este ano, a expectativa é que 60% das vendas de modelos novos seja com câmbio automático.
 

O Toyota Etios 1.3 X é o automático mais barato do Brasil  (Foto: Divulgação)

A opção mais barata de um carro com apenas dois pedais é o Toyota Etios 1.3, na versão X, que custa R$ 58.190. Na sequência, aparece o Chevrolet Onix com motor 1 litro Turbo, oferecido por R$ 60.390. Completam a lista dos cinco mais em conta: Volkswagen Gol 1.6 (R$ 61.390), Ford Ka 1.5 SE (R$ 61.490) e Hyundai HB20 1.6 Vision (R$ 62.790). Em média, o custo desses veículos é de R$ 5 mil a mais do que os que são equipados com transmissão manual.
 

O Tiggo 2, da Caoa Chery, tem o menor preço entre os SUVs compactos – Foto: Divulgação

Em conjunto com o carro automático, outro desejo do brasileiro é ter na garagem um utilitário esportivo. Em 10 anos, a categoria passou de 88 mil unidades anuais para 428 mil (dados de 2019). A participação de mercado neste período saltou de 2,6% para 16,1%. Atualmente, o SUV automático mais barato do país é o Caoa Chery Tiggo 2, que é equipado com um motor 1.5 litro, e custa R$ 63.654,80 na versão Look. Em seguida, aparece o Ford EcoSport SE Direct 1.5 R$ 69.990. Depois dele estão: Citroën C4 Cactus 1.6 Feel Business (R$ 76.690), Peugeot 2008 1.6 Allure (R$ 77.990), Hyundai Creta 1.6 Action (R$ 79.990).

Entre os sedãs médios o Nissan Sentra apresenta o preço mais baixo – Foto: Divulgação

No tradicional mercado de sedãs médios, a opção de acesso à transmissão automática é com o Nissan Sentra 2.0 S, tabelado por R$ 87.990. Na sequência, separados por R$ 790, estão o Honda Civic 2.0 LX (R$ 99.200) e o Volkswagen Jetta 1.4 turbo (R$ 99.990). A quinta posição é do Chevrolet Cruze 1.4 turbo LT, por R$ 102.690. Nenhum desses modelos é oferecido com câmbio manual, incluindo o Toyota Corolla, que é o sexto dessa lista e o líder de vendas da categoria. A opção mais barata do sedã da Toyota custa R$ 105.990 (versão 2.0 GLI).
 

Na categoria de picapes o modelo mais acessível é da Duster Oroch – Foto: Divulgação

Entre as picapes, o preço mais baixo é encontrado na Renault Duster Oroch: R$ 86.790, valor cobrado na 2 litros Dynamique. Depois dela, vem a Fiat Toro, oferecida por R$ 105.990 na opção Endurance com motor 1.8 litro. A lista segue com dois modelos maiores, com motores bicombustíveis e cabines duplas: S10 2.5 4×2 Advantage (R$ 135.590) e Toyota Hilux SR 4×2 (R$ 132.990). A quinta opção, por ordem de preço, é a Ford Ranger 2.2 XLS 4×2, que custa R$ 137.890, mas vem com motor diesel.
 
Manual x automático 
Em 1940, chegaram ao mercado americano os primeiros modelos com transmissão automática, os Hydra-matic, como eram conhecidos naquela época. O nome vem do acionamento hidráulico da caixa, que contava com duas marchas à frente e a ré. No Brasil, virou hidramático e até alguns anos atrás era comum escutar esse termo.
 
Nos câmbios manuais, o motorista realiza as trocas de marcha manuseando uma alavanca junto com o acionamento do pedal de embreagem. No automático, o pedal da embreagem é substituído por um conversor de torque – uma turbina em que o óleo, sob pressão, transmite o movimento gerado pelo motor progressivamente para as rodas. Depois, um equipamento hidráulico vai mudando as relações de transmissão, fazendo as mudanças de marcha automaticamente. 
 
No geral, basta colocar a alavanca em D, de Drive, e seguir normalmente. Mas é preciso atenção com a perna esquerda. A pressão exercida por ela sobre a embreagem é muito forte e alguns condutores podem se confundir com os dois pedais e apertar o freio com essa perna. Será uma frenagem muito forte. Outro engano que os principiantes cometem com esse tipo de transmissão é confundir o acelerador com o freio. Para a ré, basta deslocar a alavanca para R e, após estacionar, deve-se mudar para P. O N é pouco utilizado, vai servir para quando o carro for rebocado, por exemplo.

Há sistemas diferentes, como seletores rotativos ou na coluna de direção no lugar da alavanca . Mas apesar da mudança da interface a lógica é a mesma. Em relação às funções, é possível que algumas venham  com a função L, de Low, que vai trabalhar para entregar mais força quando for necessário transpor uma rampa, por exemplo.
 
São oferecidas também, em alguns modelos, funções esportivas. Nesse caso, as marchas são trocadas em rotações mais altas. É útil em ultrapassagens. Outros carros contam ainda com a possibilidade de trocas manuais, tanto pela alavanca, quanto por paddle shifters instalados atrás do volante, popularmente conhecidos como borboletas. É uma forma do motorista mudar as marchas manualmente.
 
Legislação 
A proposta de uma CNH exclusiva para dirigir carros com câmbio automático foi aprovada em dezembro por uma comissão do Congresso Nacional, mas ainda deverá ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e em sessão plenária. Caso seja aprovada, pessoas com esse tipo de CNH poderão ser multadas se estiverem dirigindo um carro manual.

Fonte: Correio