14 PMs são afastados após serem flagrados em vídeos cometendo agressões

A Polícia Militar afastou 14 agentes envolvidos em dois casos de agressões durante abordagens nos dias 12 e 13 de junho, na Grande São Paulo. Os policiais foram identificados após imagens das agressões gravadas por testemunhas terem repercutido nas redes sociais.

Na noite da sexta-feira (12), policiais militares agrediram um homem rendido no bairro Jardim Belval, em Barueri (Grande SP). Os PMs ainda bateram em vizinhos que tentaram proteger a vítima. O vídeo feito por uma testemunha mostra que o homem estava sentado na calçada com o celular na mão quando uma viatura estaciona. Policiais saem do carro e um deles imobiliza a vítima com um mata-leão.

As imagens mostram que três vizinhos saem de casa e pedem aos PMs que soltem o homem. Neste momento, mais policiais deixam a viatura e começam a agredir o trio com golpes de cassetete.

Já na madrugada no sábado (13), PMs foram filmados agredindo um jovem que já estava rendido próximo ao cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã (zona norte de SP). Os policiais apresentaram a ocorrência na delegacia como desacato e resistência.

Segundo o delegado do 73º DP (Jaçanã) Denis Kiss, o jovem disse que os ferimentos no rosto foram provocados por uma queda na escada. Após a divulgação das imagens, o delegado fez um boletim de ocorrência complementar de tortura e falso testemunha. Segundo ele, o jovem agredido não foi localizado para prestar novo depoimento.

Corregedoria da PM investigará os dois casos Segundo a Secretaria da Segurança Pública, gestão João Doria (PSDB), os 14 policiais militares envolvidos nos casos foram afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações da Corregedoria da PM. O Ministério Público será notificado sobre os casos, segundo a nota.

A pasta informa que as circunstâncias relativas às ocorrências estão sendo investigadas pelo 73º DP (Jaçanã), pela delegacia de Barueri e pela Polícia Militar, por meio de Inquéritos Policiais Militares.

A nota ainda informa que “os excessos registrados são lamentáveis e não condizem com as práticas da Policial Militar”.

Fonte: Agencia Brasil