Hambúrguer negado teria motivado filho espancar e asfixiar mãe até a morte

Por querer comer um hambúrguer, ao contrário de sua mãe, Igor Gomes Moraes Alves, de 29 anos, espancou até a morte Lúcia Regina Gomes Alves, de 69 anos, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, no último domingo. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ao ser contrariado quando iria pedir um lanche, o filho, conforme confessou, bateu na idosa de forma cruel, sem apresentar remorso.

Segundo a delegada Cristiane Carvalho, da Delegacia de Homicídios da capital fluminense, em entrevista ao jornal Extra, Igor queria comer hambúrguer, mas a mãe não. Após o desentendimento, o suspeito teria espancado a idosa até ela vir a óbito. 

“Sem mostrar nenhum tipo de remorso, ele admitiu ter usado meio cruel para cometer o assassinato”, afirmou a delegada ao Extra.

O rapaz descreveu que, após ser contrariado, primeiro deu socos na cabeça da mãe, depois a asfixiou, colocou os dedos em seus olhos e, por fim, chutou a cabeça da idosa. O crime aconteceu no apartamento de Lúcia. 

Vizinhos tentaram impedir

Ainda segundo a delegada, testemunhas observaram a discussão e acionaram o síndico do condomínio da vítima, que ligou para o apartamento de Lúcia. Igor foi quem atendeu, aparentando estar alterado. No entanto, o rapaz disse ao síndico que estava tudo bem na residência.

Posteriormente, o rapaz desceu pela escada de incêndio e pulou o muro do prédio, o que fez com que os vizinhos chamassem a polícia, que foram até o apartamento onde Igor residia e se encontrava dormindo tranquilamente. Ele foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio. 

Solto na véspera do crime com a ajuda da mãe

Ainda segundo o Extra, Igor havia sido preso em flagrante por policiais militares na quinta-feira anterior ao crime, acusado de tráfico de drogas. No sábado, assistido por um advogado pago pela mãe na audiência de custódia, o rapaz foi solto pelo juiz, sob alegação de que o crime cometido por ele era sem violência ou grave ameaça, além de o rapaz não ter anotações em sua ficha criminal. 

Ele não trabalhava e era sustentado pela mãe.

Fonte: Agencia Brasil