Pela cura da covid-19, imagem de Nossa Senhora Aparecida percorre ruas de Salvador

Na oração da ladainha de Nossa Senhora, são muitos os títulos que nomeiam Maria, a mãe de Jesus. Hoje, talvez, ela tenha ganhado mais uma expressão especial nesse contexto turbulento: aquela que intercede no céu pelo fim da pandemia. Uma procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida percorreu as ruas de Salvador, neste domingo (21), atraindo fiéis. “Tenho esperança de que Nossa Senhora vai mostrar uma cura para essa doença”, disse o devoto José Raimundo, 53 anos. 

Ele faz parte do Grupo de Oração do Terço dos Homens da Arquidiocese de Salvador, que organizou o cortejo. “A gente sempre fazia uma procissão a pé no segundo domingo de maio até o Santuário da Mãe Rainha, mas esse ano não pudemos por causa da pandemia”, disse o coordenador do grupo, Leonildo Malta dos Santos, 63 anos.

(Foto: Daniel Aloisio)

O grupo saiu do Santuário Nossa Senhora Aparecida, no Imbuí, e seguiu até a Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, que representa Jesus, para os católicos. “É a mãe que vai ao encontro do seu filho”, explicou Leonildo. Na Bíblia, quando Jesus ia ser crucificado, Maria também foi ao encontro do filho e o acompanhou no seu sacrifício. “Hoje, ela vai ao encontro de todos. Esse cortejo nos lembra que Deus não vai nos abandonar e que esse momento vai passar. Em breve estaremos juntos”, disse o locutor que animava no carro de som.

Percurso
O cortejo seguiu na Avenida Paralela, e Luis Eduardo Magalhães, ocupando uma única faixa. Mesmo assim, por onde passava, gerava uma certa lentidão no percurso. As pessoas paravam rapidamente o carro para pedir uma bênção. Algumas buzinavam e acenavam em direção à imagem daquela que, para os cstólicos, é chamada de Rainha.

Na Baixinha de Santo Antônio, parte mais habitada por onde passou, moradores foram às janelas e às ruas para olhar a procissão. “Salve Maria!”, exclamava com força uma pessoa que usava roupa de exercício físico. “Salve Rainha!”, gritava outro homem com o celular na mão e vestido com trajes mais formais. A roupa das pessoas, na verdade, pouco importava. Até ciclistas que passavam pelo percurso faziam saudações de fé. 

*com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier

Fonte: Correio