Entregadores de aplicativos fazem greve em Minas

Entregadores de aplicativos de todo o Brasil promovem uma greve nacional hoje (1º) por melhores condições de trabalho, medidas de proteção contra os risco de infecção pelo novo coronavírus e regulamentação da categoria.

Segundo a entregadora autônoma Vanessa Barbosa, de 27 anos, que participa do ato em Belo Horizonte, são ao menos 200 profissionais em Minas Gerais.

O trajeto da manifestação na capital mineira, que começou por volta das 9h, na praça Assembleia, segue em direção à praça da Liberdade, passando pela prefeitura da capital mineira até chegar ao destino final, a praça Sete. “O protesto é nacional, e nós queremos aumento no valor mínimo das corridas, seguro de vida, (seguro por) acidente e roubo, além de uma sede ou escritório que vai servir de apoio aos entregadores de aplicativos”.

Ainda segundo Vanessa, a renda dela caiu muito desde o começo da pandemia, em março. “Nós queremos respeito e condições de trabalhar de forma segura e justa”, afirmou.

Outros manifestantes reclamam até da falta de comida, como é o caso do Tiago Costa. “Embora a gente faça entrega de comida, tem dia que não temos o que comer, por isso estamos manifestando”.

A paralisação foi chamada por trabalhadores de empresas como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James. Os organizadores argumentam que o movimento foi construído por meio da interlocução de grupos na internet, embora algumas entidades tenham se somado, como associações de entregadores e de motofrentistas.

Os entregadores cobram o aumento das taxas mínimas recebidas por cada corrida e o valor mínimo por quilômetro. Atualmente, eles são remunerados por corrida e pela distância percorrida, e por isso esses dois indicadores acabam definindo o pagamento por cada entrega.

 

Fonte: Agencia Brasil