Dia do Hospital: tecnologia tem ajudado no tratamento e diagnóstico de doenças

Quer algo mais atual para se falar hoje, 2 de julho (Dia do Hospital), que novas tecnologias para a saúde? A Inovação no segmento está evoluindo em diferentes aspectos nos últimos tempos. Não à toa, eventos dedicados ao assunto, como o Healthcare Innovation Show, principal evento de tecnologia em saúde da América Latina, crescem cada vez mais e reflete o interesse dos gestores do setor em apostar no high tech como diferencial.

A relação com a tecnologia tem proporcionado desenvolvimento de soluções avançadas para que a identificação de doenças aconteça de uma forma ainda mais rápida. Além dos investimentos em equipamentos hospitalares de ponta, a conectividade tem facilitado no diagnóstico e tratamento mais preciso. É o caso da adoção do uso de prontuário eletrônico de saúde, sistema que permite aos médicos inserir de forma rápida e eficiente informações sobre os pacientes, sem necessidade de deslocamento até a unidade de saúde, risco de extravio ou equívocos básicos, como a troca de prontuários ou a perda de informações por rasuras.

“Hoje, a tecnologia é de fato uma aliada do médico e do paciente. No passado, eram prontuários manuscritos e a cada receita você tinha que reescrever, por exemplo. A partir do momento que se transforma em prontuários eletrônicos, além da praticidade de arquivar e editar, traz praticidade e segurança para o médico e o paciente, já que é muito mais didático e informativo até para os pacientes que necessitem da informação”, ressalta Allan Rêgo, médico hepatologista com mais de 20 anos de experiência.

Para a gestão hospitalar, a adoção do prontuário eletrônico também representa uma diminuição de custo e maior sustentabilidade. “O hospital conta com prontuário eletrônico completamente integrado, que reduz fortemente a quantidade de papel necessário para a atividade diária, gerando economia, sustentabilidade ambiental e redução de contaminação proveniente do manuseio de prontuário”, diz Gildo Mota, diretor médico Operacional do Hospital Cárdio Pulmonar.

Atendimento independente
As medidas de isolamento social e esforço das gestões públicas de enfrentar à Covid-19 têm sido no sentido de evitar o colapso dos sistemas de saúde, considerando que ainda não há tratamento específico ou vacina contra o vírus. Nesse contexto, muitos hospitais precisam ser centros de salvamento de vidas dos infectados pelo novo coronavírus e, ainda assim, continuar tratando os demais pacientes.

Em meio a pandemia, as instituições de saúde têm feito mudanças e investido em protocolos para minimizar o risco de contaminação. O hospital que já tinha investido em um ambiente mais moderno, teve mais facilidade em garantir eficiência no atendimento dos pacientes acometidos pelo novo coronavírus com estrutura completamente exclusiva, sem impedir a atenção aos pacientes com todas as demais patologias de forma segura, em ambientes independentes.

Hospitais têm feito mudanças e investido em protocolos para minimizar risco de contaminação durante a pandemia (Foto: Douglas Costa)

“Por conta do cenário de modernidade da instituição, o enfrentamento da pandemia de Covid-19 foi facilitado. A estrutura do hospital pôde ser completamente organizada para garantir eficiência no atendimento dos pacientes acometidos pelo novo coronavírus em estrutura completamente dedicada, sem impedir a atenção aos pacientes com todas as demais patologias de forma segura, em ambientes independentes”, conta o diretor médico do Hospital Cárdio Pulmonar.

Telemedicina
Especialistas da área de saúde acreditam que muito o que for desenvolvido e investido durante a pandemia deve ficar para o futuro. Uma das práticas que ganha destaque é a telemedicina, um monitoramento à distância por meio de plataformas tecnológicas, que, no geral, tem sido um braço importante da saúde no período, restringindo a frequência do deslocamento sem necessidade até os hospitais. A prática foi liberada pelas autoridades de saúde brasileiras apenas como um meio de controlar a pandemia do covid-19, e proteger pacientes e profissionais de saúde.

Telemedica foi autorizada pelas autoridades de saúde brasileiras para utilização durante a pandemia (Foto: Shutterstock).

“A telemedicina seguramente tem sido um grande aliado no sentido de podermos nos aproximar do paciente neste período de restrição do contato físico. A telemedicina já vinha de maneira bem tímida tentando se estabelecer, porém com algum grau de dificuldade. Hoje temos plataformas de teleatendimento que nos garantem o áudio ou o vídeo e o acesso fácil ao paciente onde quer que ele esteja. Embora tenha sido validado para uso somente durante a pandemia, acreditamos que é uma tecnologia que foi incorporada a prática médica e deva permanecer pós pandemia”, explica o médico Allan Rêgo.

Entretanto, a telemedicina para ser executada precisa ter estrutura com plataformas que assegurem o registro da informação passada pelo paciente e com a certificação digital do profissional de saúde para validade do envio de documentos digitais, como receitas e solicitações de exames. O hepatologista Allan Rêgo também chama atenção para a limitação da prática, que não pode ser substituída pela avaliação presencial do paciente.

“Nós temos que ter a sensibilidade e percepção que em determinadas circunstâncias o exame físico precisa ser feito. O que hoje já limitamos é ao atendimento presencial na primeira consulta, principalmente em algumas especialidades. Essa orientação, entendendo a limitação do método de que o paciente precisa procurar o profissional para que o veja presencialmente, é muito importante e de fato precisa acontecer”, finaliza Rêgo.

Para garantir esta primeira consulta presencialmente sem risco à saúde durante a pandemia, o hospital Cárdio Pulmonar, por exemplo, monitora virtualmente integrantes e pacientes por meio de um aplicativo que consegue identificar possíveis sintomas suspeitos de covid-19. O sistema funciona através da inserção de dados em uma ferramenta no telefone celular e que precisa ser preenchida a cada entrada no hospital. Após esta fase, ainda é feita a verificação de temperatura em todas as vias de acesso à instituição.

“Com isso, contribuímos para que não sejam interrompidos os tratamentos de doenças crônicas e reforçamos a capacidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado de diversas patologias, como o câncer e diabetes, que, quando não tratadas adequadamente, pioram o desfecho em geral e, especialmente, em pacientes acometidos pela Covid-19”, acrescenta Gildo Mota, diretor médico Operacional do Hospital Càrdio Pulmonar.


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Fonte: Correio