Em largo esvaziado, baianos pedem aos caboclos fim da pandemia

Bem diferente do habitual, as comemorações ao 2 de Julho acontecem de forma restrita no Largo da Lapinha, na manhã desta quinta-feira (2). Do lado de fora das grades que separam o monumento aos heróis da independência da Bahia do povo, pouco mais de 50 pessoas prestigiavam o evento solene. Um deles era os artistas Adilson Guedes, 52 anos, e Djalma Santos, 46 anos, que em suas fantasias carregavam o estandarte de Santa Dulce e a cruz fitada. “Não viemos chorar ao pé do caboclo e sim rezar ao pé do cabloco para o fim da pandemia”, disse Adilson. 

Foi por causa dessa pandemia que a festa não pode acontecer como sempre foi. Mas isso não impediu a fisioterapeuta intensivista Daniele Freitas, 33 anos, de participar do evento, mesmo trabalhado numa UTI voltada para covid. “Minha vida tem sido de casa para o hospital, mas eu frequento esse evento desde criança. Era levada pelo meu avô. Não podia deixar de vim, já que moro aqui mesmo na Liberdade e acontece tão perto da minha casa”, disse. Esse é, inclusive, o segundo ano seguido que Daniela leva o seu animal de estimação, o cachorrinho Guti. “Estou estimulando a civilidade nele”, disse, aos risos.

A professora Nilza Barbosa foi a única que fez qualquer ornamentação em sua fachada. Ela colocou a bandeira do Brasil, em um ato de civismo. “Para mim, o 2 de julho representa isso. É a liberdade do nosso povo. Não pode passar em branco”, disse. 

Acesso restrito
Autoridades participaram do hasteamento das bandeiras nacional, do estado e da capital baiana e, em seguida, depositam flores aos Heróis da Independência no monumento do General Labatut. A solenidade conta com as presenças do prefeito ACM Neto e do governador Rui Costa, dos presidentes da Assembleia Legislativa da Bahia, da Câmara de Vereadores e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Nelson Leal, Geraldo Júnior e Eduardo Morais de Castro, respectivamente. 

Fonte: Correio