Roger vai ter desafio de treinar dois times em menos de 24 horas

Nos próximos dias, Roger Machado vai viver uma situação, no mínimo curiosa. Com a retomada das competições, ele vai comandar o Bahia na Copa do Nordeste e Campeonato Baiano.

O torcedor desatento deve estar imaginando que isso é normal e acontece com praticamente todos os outros 15 treinadores do Nordestão. O problema que esse ano o Bahia dividiu o elenco entre as competições. Enquanto o grupo principal, comandado por Roger, focava na Copa do Nordeste, a equipe de aspirantes, que era treinada por Dado Cavalcanti, disputava o estadual.

Como o time de aspirantes foi desfeito e Dado Cavalcanti deixou o Bahia durante a pandemia, Roger vai ter a missão de treinar duas equipes diferentes em jogos que vão acontecer em um intervalo de menos de 24 horas.

Nesta quarta-feira (22), o grupo principal, que Roger já está habituado a treinar, vai entrar em campo às 20h, contra o Náutico, no estádio de Pituaçu, pela última rodada da primeira fase da Copa do Nordeste. Um dia depois na quinta-feira (23), o Bahia volta ao mesmo estádio de Pituaçu, mas para encarar o Atlético de Alagoinhas, às 16h, pelo Campeonato Baiano.

“É a primeira vez (que vai passar por isso). Como jogador eu vivenciei um momento na década de 90 que, para encerrar o estadual, por algum motivo que não me recordo agora, foi jogado três partidas no mesmo dia. Mas como comandante é novidade para mim”, disse Roger.

O time que vai disputar o Campeonato Baiano é formado por uma mescla entre os remanescentes da equipe sub-23 e atletas que foram promovidos das categorias de base. Segundo Roger, como esses jogadores já estão integrados ao elenco principal, a estratégia aplicada para a equipe do Nordestão será a mesma para a do Baiano.

“Talvez o que possa ter é a diferença de filosofia do Dado para a minha maneira de trabalhar. Elas se assemelham, mas cada um tem as suas particularidades. Treinar o time que estava jogando a Copa do Nordeste e o que vai jogar o Campeonato Baiano não tem diferença. Tinha um pouco de diferença na metodologia do Dado para a minha”, garante Roger.

Mas não há como negar que para o próprio treinador, existe a preocupação com parte psicológica já que antes mesmo de assimilar o seu trabalho na noite anterior, ele já estará na beira do gramado outra vez.

“Isso é um ponto bem reflexivo. A cabeça do treinador também precisa recuperar do ponto de vista da atividade do dia anterior. Mas é o contexto que temos em função de todo problema que a pandemia causou no nosso calendário, além de todos os problemas que a gente já sabe que tem envolvido nela. É dormir bem, se alimentar bem, para ter a cabeça fresca para o próximo jogo”, analisou Roger.

Tchau, sumida
Se no mês passado os jogadores comemoraram o retorno aos treinos após quase três apenas em casa, os próximos dias pode ser de despedida das atividades mais intensas na Cidade Tricolor.

Por conta da maratona de jogos, Roger Machado prevê que o treino desta terça-feira (21), seja o último com trabalho mais pegado no campo. A sequência será formada por jogos e descanso. Assim, os ajustes vão ter que ser feitos na base da conversa. Caso chegue até as finais de Copa do Nordeste e Campeonato Baiano, o tricolor pode fazer até 11 jogos em um período de aproximadamente 15 dias.

“A densidade de jogos em um período pequeno atrapalha. Mas a retomada de jogos depois de muito tempo sem jogar pode nos trazer um benefício. Esse período que temos muitos jogos, ainda vamos ter que saber lidar. A partir de amanhã vamos jogar e descansar os atletas até o Brasileiro. Vamos ter nas mãos e ter que saber lidar com essa circunstância.”, continuou Roger.  

Fonte: Correio