Rússia procurou Instituto Butantan para união por vacina prometida para agosto

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que é “muito prematuro” para dizer se o Governo de São Paulo avalia uma possível associação com o governo da Rússia para a produção da vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pelo Instituto Gamaleya, organização estatal em Moscou. Segundo Covas, a vacina, que foi prometida até agosto, “não está em fase final de desenvolvimento”.

De acordo com o presidente do Butantan, o instituto foi procurado por emissários do governo russo acerca da possibilidade de associação para a produção da vacina moscovita. “Em um primeiro momento, dissemos: ‘Até podemos avaliar porque é uma tecnologia diferente, que nós não conhecemos’. Precisamos ter mais dados técnicos para fazer essa avaliação, e de dados mais concretos com relação aos estudos que já foram feitos”, disse Covas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo Covas, ainda não houve um retorno dos estudos realizados até o momento.

Entenda:

A Rússia informou que pode ter uma vacina contra o coronavírus aprovada nas próximas duas semanas. A informação é da emissora de TV norte-americana CNN.

Segundo a rede, as autoridades do país trabalham com a data de 10 de agosto para a vacina do Instituto Gamaleya ser concluída. Os primeiros a receber a imunização devem ser os profissionais de saúde.

Todavia, não há informações sobre a segurança ou eficácia da vacina ou mesmo se os testes em humanos foram concluídos.

Segundo a CNN, o diretor do fundo soberano da Rússia, Kirill Dmitriev, afirmou que “é um momento do Sputnik”, fazendo referência ao lançamento do primeiro satélite do mundo pela União Soviética, em 1957. “Os americanos ficaram surpresos quando ouviram o bipe do Sputnik. É o mesmo com esta vacina. A Rússia chegará lá primeiro”, afirmou.

Cientistas russos dizem que a vacina foi rápida no desenvolvimento porque é uma versão modificada de uma já criada para combater outras doenças. O Ministério da Defesa da Rússia disse, à CNN, que soldados russos serviram como voluntários em testes em humanos.

Fonte: Agencia Brasil