Novas tecnologias para tratar pacientes em casa são 'aceleradas' na pandemia

A aceleração de novas tecnologias para tratar pacientes em domicílio ficou ainda mais efervescente durante a pandemia de coronavírus. Tratar de pessoas com doenças graves em casa já é uma realidade, o que garante menor permanência deles em leitos hospitalares. A procura por tratamentos de apneia do sono, no conforto do lar, por exemplo, cresceu 53% durante o isolamento social.

Os dados são da ResMed, que desenvolve soluções tecnológicas para tratamento de doenças respiratórias e monitora mais de 13 milhões de pacientes pelo mundo. A pandemia deixou claro a necessidade de se utilizar a tecnologia para diagnosticar, tratar e ampliar a adesão dos pacientes de doenças crônicas ao tratamento”, explica Carlos Montiel, Head para a América Latina da Resmed. “Hoje, é possível monitorar pacientes em casa, liberando leitos hospitalares e reduzindo os custos também para o sistema público de saúde”, complementa.

Atualmente, a apneia do sono, por exemplo não é diagnosticada em 85% dos casos; sendo confundida com um simples ronco pela maioria das pessoas. A condição também está presente em 72% dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), 76% dos casos de insuficiência cardíaca e 72% dos pacientes com diabetes tipo 2. Todas essas doenças são representam também o grupo de risco importante para o coronavírus. 

“Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a saúde conectada é acessível e uma opção importante para o sistema público”, lembra Claudia Albertini, gerente clínica da ResMed para América Latina.

Fonte: Agencia Brasil