Inquérito que apura queda de médica em Armação é prorrogado

O inquérito que apura a queda da médica Sáttia Lorena Aleixo do 5º andar de um prédio em Armação, e que estava previsto para ser concluído nesta sexta-feira (31) foi prorrogado. Segundo a Polícia Civil, a delegada responsável pela investigação resolveu estender o prazo por mais 30 dias quando a prisão do namorado da vítima e principal suspeito, Rodolfo Cordeiro Lucas, foi revogada, na segunda-feira (27).

A Polícia Civil não deu detalhes da investigação, mas informou que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/ Brotas) continua apurando o caso. Os inquéritos policiais duram até 30 dias e podem ser prorrogados, mas a delegada acreditava que iria encerrar a investigação desse caso em até dez dias e encaminhar o material para a justiça no dia seguinte, como a queda aconteceu na madrugada do dia 20 de julho, o prazo inicial encerrava nesta sexta-feira.

Sáttia caiu do 5º andar do prédio Serra Mar, em Armação, onde morava, na madrugada do dia 20 de julho, uma segunda-feira. Segundo testemunhas, ela pediu para que não a deixassem morrer. “Ela disse ao porteiro: ‘Por favor, não me deixe morrer’. Ele foi a primeira pessoa que falou com ela”, contou o síndico do prédio ao CORREIO, dois dias após a queda.

O porteiro, que teve o nome preservado, fora acionado por moradores da Torre Pacífico – o condomínio tem dois edifícios – por causa de uma briga de casal no 5º andar do Serra Mar. Ele foi até à unidade, mas não teve êxito e retornou ao posto de trabalho. Segundo os relatos, foi nesse momento que ele viu Sáttia pendurada do lado de fora do apartamento.

Ela não conseguiu se segurar e caiu. A médica estava consciente até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi nesse momento que pediu ao porteiro para não deixá-la morrer. Ela foi socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE) e permanece internada.

A polícia suspeita que a queda não tenha sido acidental e o namorado da médica está sendo investigado. Rodolfo Cordeiro Lucas também é médico e foi preso, mas teve a prisão revogada sete dias após a queda por decisão do juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira.

Na decisão, o magistrado aponta para a inexistência de provas materiais e indícios que comprovem que Rodolfo jogou a namorada da janela.  Além disso, o juiz também aponta que Rodolfo não possui ficha criminal, não tem aparente intenção de fugir e que pode ser facilmente localizado em caso de alguma necessidade

Fonte: Correio