Roger explica berros com Saldanha: 'Trabalho para que ele tome a melhor decisão'

Ao longo da transmissão do empate do Bahia com o Jacuipense neste domingo (2), no jogo de volta da semifinal do Campeonato Baiano, foi possível escutar os berros do técnico Roger Machado com seus jogadores. Em especial, com o atacante Saldanha, que perdeu algumas chances importantes de marcar para o Esquadrão.

Sem torcida, ficava fácil entender o que Roger dizia. Em determinados momentos, reclamou porque o atacante buscava sempre um drible a mais em vez de chutar, ou porque tomava a decisão errada de chutar em vez de passar para um colega. Saldanha tem 20 anos e é cria das divisões de base do tricolor, em seu primeiro ano como profissional.

Em entrevista após o empate em 2×2 em Pituaçu, o comandante explicou o que queria do atleta: “Tenho absoluta convicção de que Saldanha será um grande centroavante e de que vai fazer muitos gols pelo Bahia. Entretanto, tenho conversado e trabalhado bastante com ele para que, nesses momentos em que ele tenha as oportunidades, procure tomar a melhor decisão”.

“É um jogador que tem como virtude o seu pivô. A bola, quando chega nele, dificilmente para. A jogada sempre segue. Ele é um assistente nato, cria chances para seus companheiros. O gol de hoje (de Jadson) foi o terceiro passe que ele dá para um gol. Mas, como centroavante, preciso lembrá-lo que a posição vive de gols. Então a gente trabalha para que Saldanha tome a melhor decisão sempre”, completou o técnico.

A maior preocupação de Roger Machado está com o duelo de volta pela final da Copa do Nordeste, na terça-feira (4), em Pituaçu, contra o Ceará, a partir das 21h30. O Bahia perdeu o primeiro jogo por 3×1 e agora precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença, o que levaria a decisão para os pênaltis. Se for por três, garante a taça.

Contra o Jacuipense, o comandante tricolor usou um time inteiramente reserva. Segundo ele, é difícil dizer se alguns dos atletas que entraram em campo neste domingo poderão ser titulares no duelo de terça: “Poder podem, mas temos que ver sobretudo o desgaste dos atletas em função dessa maratona louca que a gente está vivendo. Foram oito jogos em 12 dias. E emocionalmente desgastantes também, porque foram jogos decisivos. Mas é possível”.

Sobre a semifinal do estadual em si, Roger falou que foi um jogo franco e lamentou que o Bahia tenha perdido tantas chances de gol: “Na busca de tirar a diferença no placar agregado, o adversário muitas vezes tentava nos sufocar marcando com sete homens. Isso expôs muito o campo defensivo deles e contra-atacamos várias vezes”.

“Criamos inúmeras oportunidades, mas pecamos na finalização e na tomada de decisões, sobretudo no último passe. Por isso que refletimos muito sobre o trabalho do Saldanha e do Marco Antônio. Às vezes por não conseguirem ver bem a jogada, às vezes por preciosismo. Mas criamos muito e o placar poderia ser bem diferente e ao nosso favor”, completou.

O jogo de ida da final do Baianão contra o Atlético de Alagoinhas ainda não tem data para acontecer. A Federação Bahiana de Futebol deve anunciar na segunda-feira (3) os dias e horários. A tendência é que o jogo de ida aconteça na quarta-feira (5), o que forçaria o tricolor a usar um time reserva.

Fonte: Correio