Sthe, Abner, Carol, Lore: influencers baianos ganham até R$ 50 mil por post

Carol Peixinho, Sthe Matos e Lore Souza são algumas das influenciadoras mais famosas da Bahia (Foto: Reprodução)

Ainda visto com desconfiança por muitas pessoas, o mercado de publicidade nas redes sociais movimenta milhões – de reais e seguidores. Na Bahia, nomes como Sthe Matos, Abner Pinheiro, Lore Souza e Carol Peixinho são alguns dos mais conhecidos no meio e que ganham a vida produzindo conteúdo para a internet.

Uma simples postagem no feed do Instagram de Sthe, que tem mais de 7 milhões de fãs, custa em média R$ 25 mil. Já Carol Peixinho, com 3,4 milhões de seguidores, cobra em torno de R$ 12 mil por seis stories postados na mesma rede social. A lista completa com os valores de diversos influencers pode ser vista no final da reportagem.

Os valores podem assustar num primeiro momento, mas são totalmente justificáveis. Ainda no caso de Sthe, ela possui um engajamento médio de 11,54% em suas postagens no feed, de acordo com o site especializado Influencer Marketing Hub. Ou seja: em média suas publicações são curtidas por 800 mil pessoas e vistas por milhões. 

Com esse alcance, os R$ 25 mil cobrados por ela se tornam extremamente vantajosos para as empresas. O próprio Influencer Marketing Hub tem uma ferramenta que calcula o valor real de um post com base no alcance que ele atinge. Segundo este recurso, Sthe, na verdade, deveria cobrar algo em torno de R$ 70 mil e R$ 120 mil por publicação. 

“As empresas ainda acham que os influencers estão ganhando tudo isso para fazer ‘apenas uma foto’. Mas não percebem que o influenciador tem um trabalho para manter a comunidade e o engajamento dele. Para chegar àquele alto número de seguidores ele criou muito conteúdo bom para chamar a atenção das pessoas e merece ser recompensado por isso”, explica Mariana Anastácio, especialista em marketing de influencers.

São muitos fatores que definem o valor de uma postagem no Instagram. O primeiro e mais óbvio é o número de seguidores. As empresas geralmente dividem os perfis em grupos que são: micro (5 a 100 mil seguidores), meso (100 a 400 mil), macro (400 a 900 mil) e celebridades (mais de um milhão).

Outro aspecto importante é o engajamento: quanto mais alto, melhor. Também é levado em conta o nicho em que os influenciadores atuam. Ou seja: uma pessoa com 20 mil seguidores que é considerada uma especialista em cabelos cacheados e acompanhada por pessoas interessadas neste tema pode cobrar mais por post do que alguém com 100 mil seguidores, por ser considerada uma especialista.

Sorteios
Popular nos perfis dos famosos, os sorteios têm sido outra importante fonte de renda. Com premiações que vão desde maquiagem até carros, essa prática faz com que tanto os influenciadores quanto os organizadores lucrem, em alguns casos, mais de R$ 100 mil por edição.

O esquema funciona assim: diversos perfis se juntam e pagam uma quantia para alguns organizadores e influencers maiores. Em troca os financiadores ganham seguidores, pois, para terem chance de ganhar o prêmio, as pessoas precisam seguir dezenas de perfis, fazendo com que estes recebam dezenas de milhares de novos seguidores.

Colocando em números, um sorteio de Sthe realizado neste mês cobrava R$ 4,5 mil de cada interessado em participar do esquema. No final das contas, mais de 60 pessoas pagaram o valor, rendendo R$ 270 mil. O dinheiro é usado para pagar o prêmio e o restante é dividido entre entre a influenciadora e os organizadores.

Essa “compra de seguidores” pode parecer interessante no primeiro momento, pois quem pagou consegue, em alguns casos, mais de 50 mil novos ‘fãs’ da noite para o dia. Entretanto, várias dessas pessoas deixam de seguir a página após o fim do sorteio e, mesmo quem fica, são chamados de “seguidores fantasmas”, pois, em boa parte das vezes, não interagem e não geram engajamento na página.

Quanto ganham
Para ilustrar melhor, o CORREIO entrou em contato com diversas agências de publicidade que revelaram alguns valores cobrados, em média, por influenciadores. Lembrando que esses números não são fixos e podem variar de campanha para campanha e de acordo com o contratante. Além do dinheiro, também veja o número de seguidores e a taxa de engajamento deles, sempre de acordo com o site Influencer Marketing Hub.

Fonte: Correio