Vacina de Oxford é quase 100% eficaz com duas doses, diz presidente da Fiocruz

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse nesta sexta-feira (7), que a fase 2 da vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford mostraram eficácia próxima de 100% quando aplicadas duas doses.

“A vacina encontra-se na fase 3 de testes, coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tudo que temos acompanhado nos traz expectativas, especialmente porque os resultados da fase 2 de testes mostrou que a eficácia da vacina de Oxford é próxima de 100% com duas doses.”, disse Nísia, em entrevista à CNN Brasil.

Segundo Nísia, a evidência do que já se viu e do que já foi publicado até agora mostra uma vacina com segurança, eficácia e sem efeitos adversos.

 

Nesta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou Medida Provisória (MP) que abre crédito extraordinário de cerca de R$ 2 bilhões para viabilizar a compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. O recurso será destinado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que negocia acordo para incorporar a tecnologia e produzir a vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

Nísia disse que, mesmo que ainda não se possa definir com exatidão uma data de quando a vacina estará disponível para a população, as primeiras remessas do medicamento chegam ao Brasil em dezembro e janeiro.

O acordo da Fiocruz com Oxford pretende dar ao país independência para a produção do medicamento. De acordo com Nísia, um dos grandes legados do acordo será a melhoria da estrutura do laboratório da Fiocruz de Bio-Manguinhos.

“Vamos investir na Bio-Manguinhos para estar aptos a ter essa nova tecnologia de vacina. É uma plataforma de futuro que estamos incorporando ainda em desenvolvimento.”, relatou a presidente da Fiocruz

Nísia disse á CNN Brasil que a Fiocruz está discutindo a entrada de outros investidores para melhorias de Bio-Manguinhos. “Estamos em discussão para um apoio da iniciativa privada para fortalecer a estrutura do laboratório para termos um legado permanente”, afirmou.

Nísia disse que o Brasil terá um custo de vacina de faixa de R$ 16, pela visão de que não se deve ter lucro com vacina, que deve ser considerada um bem público. 

Fonte: Agencia Brasil