Veja cinco casos recentes que evidenciam o racismo na sociedade brasileira

O caso de racismo envolvendo o entregador do Ifood em Valinhos, interior de São Paulo, ocorrido no último dia 31 de julho, mas que viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (7) está longe de ser isolado quando o assunto é cor da pele.

Infelizmente, o noticiário brasileiro está recheado de notícias do tipo e envolve situações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, para citar alguns exemplos, e nos mais diversos ambientes. Somente nesta sexta, três situações do tipo foram registradas. Veja alguns dos casos mais recentes:

Entregador do Ifood

O caso de racismo que ganhou os noticiários nesta sexta foi registrado em um bairro aparentemente de classe alta, em Valinhos, quando um sujeito de camisa azul e short preto ofende e humilha o entregador do Ifood Matheus Pires, além de fazer gestos e afirmações racistas. O entregador não reage e tenta argumentar contra o homem, que exaltado continua com seu repertório de ofensas. Com a viralização do caso, a plataforma de entregas baniu o sujeito de sua rede.

“Você tem inveja disso aqui. Você tem inveja dessas famílias aqui. Você nunca vai ter. Eu já nasci rico. Você é semi-analfabeto”, diz o cidadão.

“Você conseguiu por quê? O seu pai te deu?”, questiona, sem obter resposta enquanto seguia sendo ofendido pelo rapaz, trasntornado.

Agressão em shopping

Também nesta sexta-feira foi registrado o caso de agressão contra um jovem, possivelmente por motivação racial, num shopping na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O também entregador Matheus Fernandes, de 18 anos, denunciou que foi agredido e ameaçado por dois homens no Ilha Plaza Shopping, nessa quinta (6), quando foi trocar um relógio que havia comprado para o Dia dos Pais. A mãe do jovem não escondeu a revolta.

“Por causa da cor da pele, não tem outra explicação. Eu não sou tão negra, então eu posso ir no shopping, eu posso mexer em todas as roupas, eu posso comprar o que eu quiser, eu posso inclusive provar as coisas de graça. Agora, se ele está sozinho, ele não pode fazer nada disso, como foi o que aconteceu. Ele sozinho não pode comprar um relógio. Será que ele sempre vai precisar estar com a mãe do lado, alguém do lado, alguém branco?”, questionou a mãe do jovem aio portal “G1”.

“Estava esperando pelo atendimento quando ele se aproximou de mim e disse: ‘Vamos ali’. Eu disse que não sairia dali e que não era nenhum ladrão. Fui tratado como se não fosse nada, e ainda colocaram uma pistola na minha cabeça. E por que isso? Porque estou com um relógio bacana sou ladrão? Não sou ladrão, não”, desabafou Fernandes.

Desacato no Ceresp

Ainda nesta sexta, um advogado de 46 anos teria ofendido agentes penitenciários no Ceresp da Gameleira, em Belo Horizonte, sendo que pelo menos um deles foi alvo de racismo. de acordo com o boletim de ocorrência, o problema teria ocorrido quando um dos agedntes impediu que o cliente do advogado escrevesse uma carta para a família, o que é proibido.

A partir de então o advogado teria perdido o controle, chamado uma agente de “vagabunda” e outro de “preto filho da p”.

“Não posso ser preso, pois sou advogado, vocês não são policiais fora do âmbito prisional, lá fora vocês não são nada, pelo menos eu sou advogado e não agente, se vocês tivessem estudado não seriam agentes”, teria dito, conforme o boletim de ocorrência.

Assassinato por racismo

A Polícia Civil de Belo Horizonte concluiu investigações sobre um assassinato ocorrido no final de maio em 10 de junho e o desfecho foi de que a morte foi provocada por racismo. de acordo com as investigações, o suspeito, de 66 anos, tinha por hábito ofender pessoas de pele negra, inclusive o vizinho, que chegou a matar. Nem mesmo o neto, fruto do casamento do filho com uma mukgher negra, ele quis conhecer, relatam testemunhas, já que não aprovava a união pura e ecxclusivamente por questões raciais.

Socialite na mira

Em maio, o processo envolvendo Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, teve um novo capitulo. A garotinha foi ofendida nas redes sociais pela socialite Dayane Alcântara Couto de Andrade, conhecida como Day McCarthy. O caso ocorreu em 2017, os pais pedem uma indenização de R$ 180 mil e o caso será julgado à revelia, já que day não apresentou defesa e sequer nomeou um representante.

Na ocasião, a agressora disse nas redes sociais que não entendia por qual motivo as pessoas “ficavam no Instagram do Bruno Gagliasso, elogiando aquela macaca” e ainda falou que “a menina é preta, tem cabelo horrível, de bico de palha, e tem um nariz de preto, horrível”.

Fonte: Agencia Brasil