Grupo cria fundo emergencial de apoio para 500 empreendedores negros e periféricos

A coalizão Éditodos, que reúne vários atores do ecossistema de empreendedorismo negro no Brasil, criou, em março, o Fundo Emergências Econômicas. O objetivo é arrecadar recursos com grandes empresas privadas para fornecer apoio financeiro a 500 pequenos e nano empreendedores das periferias do país, especialmente jovens e mulheres, em 10 estados e no Distrito Federal. 

A primeira ação da coalizão, que reúne seis empresas e Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de impacto social -, Agência Solano Trindade, Afrobusiness e Feira Preta (São Paulo), FA.Vela (Belo Horizonte), Instituto Afrolatinas (Distrito Federal)  e Vale do Dendê (Salvador), que juntas possuem uma rede com cerca de mil empreendedores -, tem como meta apoiar, com até R$ 1.500 mil, 500 negócios nos territórios de atuação dessas instituições em Bahia, Brasília, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 

A captação está sendo feita em parceria com o Fundo Baobá, e os valores arrecadados serão distribuídos em ondas de investimento. Cada organização será responsável pela divulgação e distribuição dos recursos em suas comunidades, os quais serão direcionados a empreendedores que já tenham participado de projetos e programas oferecidos por tal instituição. 

Assaí Atacadista, Fundação Arymax, ICE, Instituto C&A, Itaú-Unibanco, Itaú Social, JP Morgan, Mercado Livre e Semente Oré são as empresas que já aderiram ao fundo que irão investir nesses empreendedores para que possam regularizar contas emergenciais durante a crise econômica decorrente do coronavírus. Em contrapartida, a coalizão irá promover  uma série de ações educacionais e de orientação, por meio de recursos virtuais,  com informações e dicas para melhorar a sustentabilidade desses negócios.

Fonte: Correio