Roger explica saída de medalhões do time: 'Momento dos atletas'

O torcedor do Bahia que acompanhou a vitória de 1×0 sobre o Coritiba, na noite desta quarta-feira (12), no estádio de Pituaçu, deve ter se surpreendido com a escalação inicial do tricolor. Na estreia no Brasileirão, o treinador Roger Machado deixou a “hierarquia” de lado, barrou medalhões e montou um time bem diferente do habitual. 

Na defesa, Ernando ganhou a vaga e a braçadeira de capitão de Lucas Fonseca na zaga e Nino Paraíba seguiu entre os titulares na lateral direita. No ataque, Fernandão foi para o banco e o setor teve apenas Rossi e Élber, sem um centroavante de origem. Já o meio-campo foi formado por Ronaldo, Flávio, Rodriguinho e Daniel, novidade da noite.

Daniel na marcação de Galdezani; meia foi uma das novidades no time do Bahia
(Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Ao fim do jogo, Roger explicou as mudanças. Segundo ele, o objetivo foi aproveitar o melhor momento de cada jogador. “A ideia, mais do que a mudança das características dos jogadores, foi buscar o melhor momento de cada atleta. Com os 120 dias da pandemia e o retorno em 11 jogos ainda não temos todos no ritmo. Alguns ainda sentem esse período parado em um ano atípico”, explicou o técnico.

“Nesse momento, a escalação, a forma de jogar, foi baseada, sobretudo, na forma que Rodriguinho jogou por muito tempo, com a possibilidade de colocar Élber para dentro, com as puxadas de velocidade, e Daniel pelo lado como vinha no estadual. É o equilíbrio e a forma de jogar em que teríamos mais a bola. Mas a dúvida que se dissipou durante o jogo era se teríamos capacidade de atacar. Isso ficou bem claro durante o jogo inteiro”, disse Roger.

Roger falou também sobre a queda de rendimento que o Bahia teve no segundo tempo, quando sofreu pressão do Coritiba e desperdiçou as chances que teve para matar a partida. Na análise do técnico, seu time seguiu com o mesmo jogo, mas o adversário conseguiu ser superior. 

“A queda no segundo tempo está associada ao jogo do adversário que também queria vencer. Você não vai dominar no adversário o jogo inteiro. O importante é, nos momentos em que você não está dominando o jogo, consiga dominar o adversário e impedir que ele produza oportunidades de gol. Isso a gente fez bem. Depois voltamos para o jogo e criamos outras oportunidades para ampliar o placar”, argumentou o treinador. “Como mandante você vai propor o jogo e vai jogar de forma reativa a depender do momento da partida. Para mim não houve uma queda de rendimento, mas uma superioridade do adversário em determinado momento, o que faz parte do esporte”, finalizou. 

Fonte: Correio