Restrições são prorrogadas em Pirajá, Mata Escura, Santa Cruz e Pernambués

As medidas restritivas nos bairros de Santa Cruz, Pernambués, Pirajá e Mata Escura foram prorrogadas pela prefeitura de Salvador por mais sete dias. Ontem, ACM Neto já havia anunciado a prorrogação no Nordeste de Amaralina e a volta a São Cristóvão. Hoje pela manhã houve protesto de comerciantes do Nordeste de Amaralina, que vão para sexta semana fechados por conta das restrições.

“Entendo a chateação dos comerciantes do Nordeste, porque estamos indo para sexta semana lá. Mas infelizmente não tenho o que fazer. Ou a comunidade vai se ajudar, ou não tem o que fazer. Quantas vezes vocês apresentaram imagens de paredões no Nordeste? Imagens de aglomeração nas ruas com música, com som alto, bebida, no Nordeste? A resposta está aí”, disse Neto, falando hoje durante entrega das obras de requalificação no Centro Histórico.

“Não quero penalizar a comunidade, os moradores, é um dos lugares que tenho maior relação, maior presença, mas a gente tá fazendo teste de covid no Nordeste há seis semanas e não dá menos que 33% de casos positivos. O que é que eu vou fazer? É cuidar da saúde das pesosas que moram no Nordeste. Santa Cruz tá dando 41%”, ressaltou.

Ele também disse que a volta para São Cristóvão é explicada pelos números, citando 168 casos de covid-19 no bairro nos últimos sete dias. “Pernambués, Nordeste, Santa Cruz e São Cristóvão hoje são os lugares mais preocupantes da nossa cidade”, afirmou. “E está mais do que provado, e Nordeste é exemplo, que não adianta a prefeitura fazer sozinha”, disse.

O prefeito fez um apelo à população. “Uma parte dos moradores precisa se conscientizar que não da para fazer paredão, festa, porque tá penalizando o comerciante. Não posso fechar os olhos aos números alarmanetes da covid no Nordeste e Santa Cruz”, falou.

No evento, Neto falou ainda que é “chance zero” de ter desfile no 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. Contudo, afirmou que ainda não houve reunião para discutir se alguma cerimônia vai acontecer. “Pode ser que façamos um ato simbólico, como fizemos na Independência da Bahia, porém sem que traga qualquer risco de aglomeração”. 

Fonte: Correio