Mais de 70 motocicletas são apreendidas em operação da PRF na Bahia

Mais de 70 motocicletas recolhidas por irregularidades em diversos trechos das rodovias federais baianas durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Muitos motociclistas foram flagrados fazendo os chamados “corredores”, passando com alta velocidade entre os veículos. Além disso, os policiais identificaram situações como não uso do capacete, excesso de passageiros, condução sem habilitação e manobras perigosas. A operação começou na última terça-feira (18), quando foi iniciada a segunda fase da Operação Nacional de Segurança Viária. Em cinco dias de operação, 70 motos já foram recolhidas.

Em nota, a PRF informou que o objetivo da operação é direcionar as ações de policiamento e fiscalização com foco na segurança viária, em especial, na prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito, além de aumentar a percepção de segurança nos trechos onde mais ocorrem acidentes graves nas rodovias federais.

As ações de policiamento e fiscalização estão sendo intensificadas nos trechos críticos, com o reforço do efetivo policial, inclusive com participação do Grupo de Motociclistas da PRF na Bahia, a fim de reduzir o número de acidentes graves (com mortos e feridos). Na Bahia, estes pontos críticos estão nas BR 324 e BR 116.

De acordo com dados da PRF, apenas em 2020 foram 667 acidentes envolvendo motocicletas nas rodovias federais baianas. Deste total, 274 foram acidentes graves, com ferido grave ou morte. Ainda segundo o órgão, as colisões transversais, na traseira e laterais são os principais tipos de acidente envolvendo os ciclos, o que está diretamente relacionado às manobras arriscadas e ao tráfego entre veículos, os chamados “corredores”.

“A PRF busca, através das fiscalizações, não apenas reforçar o policiamento, prevenir e realizar o atendimento dos acidentes, mas sobretudo conscientizar o condutor do seu papel fundamental para a redução da letalidade do trânsito, com a adoção de condutas positivas e preventivas na condução do veículo”, explica.
 

Fonte: Correio