Leandro Hassum lamenta morte do irmão, com quem não falava mais

O ator e humorista Leandro Hassum comentou na segunda-feira (24) a morte do irmão, com quem não tinha contato. Ele afirmou que “a vida e os caminhos” separaram os dois.

No texto, Leandro diz que mesmo sem ser próximo do irmão, imaginava a dor que a mãe e os sobrinhos estavam sentindo. “Não é natural os pais enterrarem os filhos”, escreveu.

“Meu irmão de sangue faleceu hoje. Não nos falávamos pois a vida e os caminhos nos separaram. Mas …tivemos nossos momentos. E pesa a dor de irmão mais novo que sou. Pesa imaginar a dor que minha mãe e meus sobrinhos estão sentindo. Não é natural os pais enterrarem os filhos. Nossa que ano 2020. É meu joelho se prepare pois hoje temos muito o que conversar. Descance em paz Nano. Sim, é Nano, mesmo. Era como lhe chamava na nossa infância. Minhas melhores memórias de nós dois serão as de quando você era o Nano e eu o Dinho”, diz o texto todo.

No post, o humorista compartilhou um vídeo em que está caracterizado de palhaço, como parte do monólogo O Joelho.

“Ninguém é mais seu amigo que o seu joelho, aqui você chora, grita, desabafa, troca xingamentos, fala dos seus medos. Às vezes até ri, fica em silêncio. Falamos muito em silêncio. Ele nos ouve, ou melhor, nós ouvimos ele. Melhor que muitas orelhas, nossos joelhos nos ouvem. Depois de muitos papos e lágrimas os joelhos nos ajudam a levantar, nos erguem e seguimos. Até precisarmos de seus conselhos ou silêncio novamente”, diz ele no texto do monólogo.

Carlos Alexandre Hassum Moreira foi preso por estelionato em 2016. Na época, Leandro afirmou que não ajudaria a pagar a fiança de R$ 50 mil do irmão. “Não falo com esse sujeito há mais de dez anos. Quero que ele se dane! Lugar de bandido é na cadeia”.

Dois anos depois, Carlos Alexandre foi julgado e condenado pelo juiz Marco Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, a um ano e dois meses de prisão por estelionato. Ele aplicou um golpe em um cliente que comprou tíquetes para a Disney e alugou um carro por R$ 4,8 mil para passear no mundo do Mickey. Depois de receber o dinheiro, Carlos desapareceu e sem entregar as entradas ou disponibilizar o carro.

O pai de Leandro, Carlos Alberto da Costa Moreira, também teve a vida envolvida com o crime. Quando tinha 21 anos, Hassum viu o pai ser condenado a 20 anos de prisão por tráfico internacional de drogas e formação de quadrilha. Ele morreu em 2014. Hassum chegou a falar do caso em entrevista a Marília Gabriela. “Ele foi preso em 14 de novembro de 1994. Eu não tinha a menor noção. Mas, hoje, olho para trás e me pergunto como eu não percebi alguns sinais.” 

Fonte: Correio