Cerca de 6 mil lojas fecharam as portas na Bahia no 2º trimestre, aponta CNC

Um levantamento realizado pela CNC e Fecomércio-BA apontou que cerca de 6 mil lojas do varejo fecharam as portas no segundo trimestre deste ano. Todos os estados do Brasil também registraram contração nos pontos de venda, com 135 mil fechamentos.

Segundo o levantamento, a Bahia (-6,37mil) ocupa a 6ª posição em perdas no Brasil, sendo antecedida por São Paulo (-40,43 mil), Minas Gerais (-16,13 mil), Rio de Janeiro (-11,37 mil), Rio Grande do Sul (-9,69 mil) e Paraná (-9,48 mil). No Nordeste, o varejo baiano lidera o ranking de lojas fechadas, seguido de Pernambuco (-4,25mil) e Ceará (-3,35mil). 

Os segmentos mais atingidos no Brasil por essa crise são os que comercializam itens considerados não essenciais como: lojas de utilidades domésticas (-35,3 mil estabelecimentos); vestuário, tecidos, calçados e acessórios (-34,5 mil lojas); e comércio automotivo (-20,5 mil). O varejo de produtos de informática e comunicação foi o segmento a registrar as menores perdas absolutas (-1,2 mil) e relativas (-3,6%) no número de estabelecimentos em operação.

Já no chamado varejo essencial, menos afetado pelo isolamento social, o fechamento de pontos de venda foi menos intenso do que a média do setor (-9,9%), em sua maioria. É o caso dos hiper, super e minimercados (-4,9%) e das farmácias; perfumarias e lojas de cosméticos (-4,3%). Mesmo autorizado a funcionar na maior parte do País, o ramo de combustíveis e lubrificantes se viu indiretamente prejudicado pela queda na circulação de consumidores (-12,2%).

A Confederação projeta recuo de 6,9% no volume de vendas do setor. Levando-se em conta esse cenário a expectativa da entidade é de que o varejo brasileiro chegue ao final deste ano com 1,252 milhão de estabelecimentos com vínculos empregatícios – menos 88,7 mil, na comparação com final de 2019.

Fonte: Correio