Motorista de app é acusado de comer lanche gourmet e entregar 'podrão' a cliente

Um motorista de aplicativo foi acusado de ter comido o lanche que deveria entregar a uma cliente de uma lanchonete localizada no Rio de Janeiro, no último sábado (23). Uma das donas do restaurante relatou o caso, em detalhes, em uma série de publicações que viralizaram no Twitter, que ganhou grande repercussão e gerou até mesmo denúncias contra o homem.

Segundo a proprietária, ao invés de receber em casa um cachorro-quente gourmet — feito de pão artesanal preto com gergelim, de 17 centímetros, recheado com linguiça, cebola caramelizada, maionese de bacon, parmesão fresco ralado, cheddar e calabresa —, a consumidora se viu diante de um “podrão”, como é popularmente conhecido o lanche, feito com pão de leite, milho e batata palha.

“Era um cachorro quente desses de rua, que você come depois da balada às 6am, que eu amo, mas não foi o que a cliente pediu”, afirmou Bruna Tate, uma das donas do Tate’s Artesanal. “Como um lanche saiu da minha casa e magicamente se transformou num podrão do Ailton? (Galera da PS tá ligada) Sendo que eu nem tenho esses ingredientes na minha casa. Então eu disse ‘Renata, o motorista deve ter comido! Não tem outra explicação. Não tem como!'”, completou em sua publicação.

A proprietária da lanchonete afirmou, ainda, que a autora do pedido é freguesa antiga da casa, tem sua opção favorita e não se importa de pagar um frete longo para comer o sanduíche, já que mora em uma região que é abastecida pela entrega do restaurante, o que a fez pedir um carro de aplicativo.

“Até aí tudo bem, caso o motorista se negasse a realizar a entrega ela pediria outro carro. Chegando no destino, ela já estava esperando por ele, que chegou tomando um refrigerante e pediu desculpa pela demora pois havia parado num posto de gasolina. Ela pegou o saco que estava grampeado, pagou pela viagem e subiu”, contou a proprietária.

Segundo Bruna, ao abrir a sacola e verificar que o conteúdo era outro, a cliente entrou em contato para avisar do engano.

“Eu tomei um susto, porque junto com o dela eu só fiz mais um pedido, que era um parmesão de salsicha. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela continuou: ‘Veio com milho, queijo ralado e nenhum molho’. Nessa hora eu me assustei mais ainda porque nós só temos um lanche com milho e nesse dia eu NÃO TINHA VENDIDO NENHUUUUM COM MILHO! Na mesma hora eu disse ‘Renata, tira uma foto e me manda por favor’. Assim ela o fez”, relatou a proprietária.

Reviravolta

Bruna enviou outro cachorro-quente para a moça e logo começou a pesquisar na internet informações sobre o motorista que fez a entrega errônea, sendo surpreendida na sequência.

“Bom, como eu sou um pessoa movida a força do ódio eu comecei minha pesquisa. Facebook, Instagram, Google, Twitter e nada. Tentei através de todas as combinações de nome e sobrenome possíveis e abreviações inimagináveis. A única pista foi o nome em um processo antigo, mas zero info”, continuou o relato.

Bruna contou que entrou em contato com o motorista, que teria dito não ser sua obrigação fazer entregas e que ele esperava levar um passageiro e não um pacote.

Revoltada, a empresária disse ter identificado o rapaz como um famoso youtuber que viralizou em 2012 com um vídeo em que fingia terminar o relacionamento para captar a reação da namorada. Ele também possui acusações de agressão, segundo ela relatou.

Resposta

O motorista, revoltado com a repercussão, entrou em contato com a proprietária, afirmando que não comeu o cachorro-quente. Na sequência, pediu um lanche no local e afirmou que ela poderia “entregar a qualquer pessoa, pois não passava fome”.

Uma mulher, que seria namorada do rapaz, postou nas redes sociais uma mensagem reafirmando a inocência do motorista, que aparece no fundo da gravação negando a versão da proprietária.

 

 

O relato de Bruna repercutiu bastante no Twitter e a história chegou até o influenciador Felipe Neto, que manifestou-se sobre o caso e prometeu disponibilizar uma equipe de advogados. 

Os perfis nas redes sociais do youtuber identificado como o motorista que comeu o lanche foram desativados.

 

Fonte: Agencia Brasil