Em novo caso, menina de 11 anos está grávida após estupro no ES

Um novo caso de uma garota que engravidou após ser vítima de estupro foi registrado no Espírito Santo. O caso veio à tona depois que o caso de uma menina de dez anos abusada pelo tio chocou todo país. A cidade, que fica no Norte do estado, não vai ser revelada para preservar a integridade da criança

Segundo a CBN, a descoberta da gravidez aconteceu depois que a menina foi atendida em uma unidade de saúde da cidade e os exames confirmarem. Ela está na 8ª semana de gestação. A interrupção da gravidez é permitida por lei em casos de estupro e também que coloquem em risco a vida da mãe e pode ser aplicada neste caso.

A investigação corre sob segredo de Justiça, mas de acordo com a rádio já houve a prisão de um suspeito e outra pessoa é procurada pela polícia.

Relembre
Um exame de DNA confirmou que o tio de 33 anos estuprou e engravidou a sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo. A gestação foi interrompida com autorização da Justiça. A informação foi divulgada pela Rede Gazeta.

Amostras do DNA do feto foram colhidas e comparadas com a do suspeito preso, confirmando que são compatíveis. O resultado ficou pronto na terça-feira (25) e já foi enviado ao Ministério Público. Já réu pelo crime, o tio está preso desde 18 de agosto e pode pegar pena de até 15 anos de prisão se for condenado.

A garota morava no interior do Espírito Santo, mas precisou viajar até Recife (PE) para conseguir interromper a gestação. Com a exposição de informações sobre a criança na internet, houve protestos em frente ao hospital pedindo para que o aborto não fosse realizado, mas o procedimento aconteceu em segurança.

Com a repercussão do caso, a família da menina foi incluída no Programa de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência (Provita), oferecido pelo Governo do Espírito Santo. Com isso, eles podem mudar de endereço e de identidade.

O tio da criança foi preso dias depois em Betim (MG). Ele já foi ouvido em depoimento, mas o conteúdo não foi divulgado. Logo após ser detido, de maneira informal, ele confessou o abuso aos policiais. Na ocasião, chegou a dizer que outras pessoas da família abusariam da criança e que o exame de DNA poderia mostrar que ele não a tinha engravidado, mas o resultado provou que o feto tinha o material genético dele.

Além do estupro, o caso agora é investigado também pelo vazaemento e divulgação de dado da criança, que foi exposta on-line. O Ministério Público do Espírito Santo entrou com ação contra a extremista Sara Winter e contra um morador de São Mateus que teve acesso ilegal e divulgou detalhes do caso, diz o órgão. A família da menina foi pressionada a não dar prosseguimento ao aborto legal.

Fonte: Correio