Uber Eats lança ferramenta para que restaurantes tenham canal próprio de vendas

O Uber Eats anunciou nesta quarta-feira, 2, que está lançando uma plataforma para que restaurantes parceiros desenvolvam seus próprios sites de venda. A iniciativa permite que os estabelecimentos possam criar e comercializar produtos independentemente da plataforma do Uber Eats, mas ainda utilizando suas tecnologias.

Segundo a empresa, os estabelecimentos podem encontrar uma série de modelos de design e cardápios já prontos na plataforma para desenvolverem seu próprio site. Nas vendas por esse canal, as entregas continuam com o suporte de entregadores do Uber Eats, mas podem ser feitas também por equipes próprias, caso o restaurante tenha essa opção. 

Até o final deste ano, o Uber Eats informou que os restaurantes não precisarão pagar as taxas referentes aos serviços utilizados, como a tecnologia de algorítmos e serviço de entrega. A partir de 1º de janeiro de 2021, haverá a cobrança, mas os valores serão negociados diretamente entre a empresa e cada um dos estabelecimentos, segundo apurou o Estadão.

“Nesta crise sem precedentes, a tecnologia pode ser nossa maior aliada e acreditamos nela para colocar o mundo em movimento. Por isso, reforçamos nosso compromisso de, por meio da tecnologia, continuar investindo em nossos restaurantes parceiros para promover seu crescimento, ao mesmo tempo que oferecemos a milhares de usuários uma ampla variedade de experiências”, afirma Fabio Plein, Diretor do Uber Eats no Brasil.

O movimento não é novo no mercado de entrega de comida. Com a pandemia, foi possível perceber um movimento dessas empresas em busca de um nível maior de gerenciamento em restaurantes e outros estabelecimentos delivery, em parte pela fragilização no setor ocorrida pela pandemia. 

O iFood, por exemplo, fechou parceria com o eComanda, para fornecer um sistema de automação de artigos de restaurantes, como comandas eletrônicas e controle de estoque. O Rappi lançou o Próprio, uma ferramenta que, além de fornecer um site próprio para os restaurantes, também negocia módulos que podem integrados à parte, como serviços de logística e canais de pagamentos. 

Fonte: Agencia Brasil