Familiares de juízes são vítimas de golpes por aplicativo e perdem até R$ 50 mil

As Polícias Civil de Goiás e de Minas Gerais, junto ao Ministério da Justiça, deflagraram, nesta sexta-feira (4), uma operação contra uma quadrilha que se passava por juízes e promotores de Justiça e aplicava golpes nos familiares deles.  Alguns parentes dos profissionais fizeram depósitos de até R$ 50 mil e os prejuízos acumulados pelos golpes podem chegar a R$500 mil.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Goiás e dois em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. As investigações apontam que foram feitas vítimas em Minas Gerais, Goiás e outros onze Estados.  Além dos profissionais da Justiça, parentes de médicos e dentistas também foram vítimas.

“Os suspeitos criavam perfis falsos no aplicativo WhatsApp, utilizando-se de imagens e identificação de médicos, dentistas, promotores de justiça e juízes para enviar mensagens e pedidos de depósito bancários a parentes e pessoas próximas das vítimas. O acesso aos dados era obtido por meio da compra das informações em sites na Internet”, informou a Polícia Civil de Minas Gerais.  

O Laboratório de Operações Cibernéticas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi fundamental para ajudar a identificar o grupo. De acordo com o coordenador do laboratório,  Alessandro Barreto, nesta época de pandemia esse tipo de crime aumento e os usuários de aplicativos devem ficar atentos ao conteúdo das mensagens recebidas.

“Desconfiem das solicitações de valores por mensagem de texto, mesmo que a foto de perfil seja de pessoa conhecida.  Não pode haver uma “confiança cega” em tudo que você recebe no seu smartphone”, alerta.

Após a representação da Polícia Civil de Goiás sobre os crimes, a juíza da Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais do Estado, Placinda Pires, determinou o bloqueio e a exclusão de oito sites de venda ilegal de dados.
 

Fonte: Agencia Brasil