Miguel Falabella escreve sobre família: 'minha avó teve mãe e tia assassinadas'

O ator e diretor Miguel Falabella revelou que está escrevendo uma história baseada na sua própria família, sobre o assassinato de sua bisavó e sua tia-bisavó.

“Eu estou vivendo um momento muito único e muito raro na minha vida. O momento em que eu tenho que transformar a minha vida, redesenhar a minha vida. Estou vivendo esse momento e está sendo muito produtivo, porque eu estou escrevendo muito”, afirmou durante entrevista a Maria Zilda Bethlem, no Instagram.

O ator teve seu contrato com a Globo encerrado no último mês de junho, após mais de 39 anos na emissora.

“Estou escrevendo a história da minha família. Sem querer, ganhei um presentaço. A Angélica ia fazer um programa – e acho que ficou muito caro, porque só fizeram comigo, não lembro de ter visto com outra pessoa. Era um genealogista que a Globo contratou na época e o cara levantou a minha família até o século 18. Mas isso não é de orelhada, não. Comprovado, com jornal”, prosseguiu Miguel Falabella.

Ele contou as novidades do projeto: “Aí que eu descobri que era primo da Malu Mader, do Arthur Azevedo, várias coisas interessantes… Descobri detalhes de uma história que eu sempre soube, porque minha avó contava.”

“Minha avó teve a mãe e a tia assassinadas quando ela tinha quatro anos de idade. Ela estava brincando no jardim – e nunca se esqueceu disso. Da mãe caindo e ela fazendo ‘festinha’ na mãe, achando que a mãe estava dormindo. E lembrava dos gritos da avó, que perdeu as duas filhas num só golpe”, continuou.

Falabella ainda deu mais detalhes, revelando acreditar que havia ligação de suas familiares com a prostituição: “Eu acho que elas eram meio ‘do babado’. Minha família era ‘tudo’ gente do palco e ‘do babado’. Acho que o cafetão… Tinha no jornal: ‘Tragédia no Rio Comprido: Cafter mata amante e irmã’. Não sei se a minha bisavó também era ‘do babado’, mas a minha tia-bisavó, com certeza. E era o próprio marido que meio ‘cafetinava’.”

O ator ainda citou que uma de suas tataravós foi “uma estrela de Paris” há alguns séculos. 

Fonte: Correio