Saiba quem são os alvos da operação Lava Jato ligados a Lula, Bolsonaro e Witzel

A Polícia Federal foi às ruas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo na manhã desta quarta-feira (9) para cumprir 50 mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia no âmbito da operação Lava Jato. Objetivo é apurar suposto desvio de aproximadamente R$ 151 milhões do Sistema S do Estado carioca, composto pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio (Fecomércio-RJ), Sesc e Senac.

Entre os alvos, estão advogados ligados às defesas do ex-presidente da República Lula, do atual presidente Jair Bolsonaro e do governador do Rio afastado, Wilson Witzel. É importante ressaltar que esses políticos não estão envolvidos nesta operação.

Alvos:

– Escritório Teixeira, Martins Advogados, do advogado Roberto Teixeira, sócio de Cristiano Zanin Martins, o responsável pela defesa criminal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – eles são acusados de liderar o esquema. Os dois já se tornaram réus pelo caso;

– Advogado Frederick Wassef, ex-defensor da família Bolsonaro. Ele é alvo de investigação sob suspeita de peculato e lavagem de dinheiro numa outra frente de supostos desvios;

– Os escritórios da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, Eduardo Martins, Ana Tereza Basilio – advogada de Wilson Witzel no processso de impeachment; Tiago Cedraz e Cesar Asfor Rocha também estão entre os investigados.

Investigações

A origem da apuração foi a delação premiada do ex-presidente da Fecomércio, Sesc Rio e Senac Rio, Orlando Diniz.

De acordo com ele, os desvios começaram após o Conselho Fiscal do Sesc Nacional detectar em 2011 uma série de irregularidades na sua gestão no Sesc fluminense. O órgão federal era comandado por Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro das gestões Lula e Dilma Rousseff.

A investigação do Ministério Público Federal (MPF) se deve ao fato de, embora instituições privadas, Sesc e Senac são bancados por meio de contribuição compulsória de empresas. Os valores são cobrados e recolhidos pela Receita Federal.

Os procuradores afirmam, porém, que Zanin e Teixeira montaram, junto com Diniz, uma estrutura jurídica para que todos os recursos do Sesc/Senac Rio fossem repassados aos escritórios por meio da Fecomércio, entidade privada que não é submetida à fiscalização do Conselho Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU).

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Fonte: Agencia Brasil