De 'cabeça fria', Neymar diz que preconceito e intolerância são inaceitáveis

O atacante Neymar, do Paris Saint-Germain, voltou a se manifestar nesta segunda-feira (14) sobre o caso em que afirma ter sido vítima de racismo durante jogo pelo Campeonato Francês. Em texto publicado nas redes sociais, o camisa 10 afirmou que agora, de “cabeça fria”, analisa que deveria ter ignorado as palavras do espanhol Álvaro González, do Olympique de Marselha, mas explica por que não conseguiu se conter.

“Deveria ter ignorado? Não sei ainda… Hoje com a cabeça fria respondo que sim. Mas oportunamente eu e meus companheiros pedimos ajuda aos árbitros e fomos ignorados. Esse é o ponto!”, escreveu o jogador. Neymar publicou a mesma mensagem também em inglês, além de ter colocado na sua página no Instagram diversos recados de apoio e também de repercussão sobre o incidente.

Durante a discussão com o espanhol, Neymar acabou expulso. “Achei que poderia sair sem fazer nada porque percebi que os responsáveis não fariam nada. Não percebiam ou ignoravam. Durante o jogo queria dar a resposta como sempre, jogando futebol. Os fatos mostram que não consegui. Me revoltei”, escreveu o jogador, que conta ter refletido bastante sobre o episódio.

O camisa 10 afirmou que no futebol os insultos fazem parte das provocações, porém tudo tem limite. “No nosso esporte, as agressões, insultos, palavrões são do jogo, da disputa. Não dá para ser carinhoso. Entendo esse cara (Álvaro González) em parte. Faz parte do jogo. Mas o preconceito e a intolerância são inaceitáveis”, comentou Neymar.

No recado, o brasileiro cobrou mais participação da arbitragem para coibir casos de racismo. “Eu sou negro, filho de negro, neto e bisneto de negro. Tenho orgulho e não me vejo diferente de ninguém. Ontem eu queria que os responsáveis pelo jogo se posicionassem de modo imparcial e entendessem que não cabe tal atitude preconceituosa”, afirmou.

Quando ocorreu o episódio, Neymar se dirigiu ao árbitro falando “racismo não!”, porém o jogo seguiu sem punições ao jogador espanhol, que o teria chamado de “macaco filho da p*”.

Fonte: Correio