Carlos, Flávio, Frota, Moro, Joice…: saiba quem são os intimados a depor na PF

No dia 21 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu um inquérito para apurar uma organização que coordenava atos antidemocráticos no país, inclusive com ataques à própria Corte e ao Congresso Nacional. No dia 16 de junho, a Polícia Federal (PF) foi às ruas para cumprir 26 mandados de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos, estavam o publicitário Sérgio Lima e o empresário Luís Felipe Belmonte, ligados ao partido que o presidente Jair Bolsonaro quer criar, o Aliança pelo Brasil, além da extremista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, presa no dia anterior. Moraes também determinou a quebra dos sigilos bancários de dez deputados e um senador bolsonaristas.

Nas últimas semanas, a PF vem intimando algumas pessoas a depor, principalmente políticos, afim de investigar quem financia e coordena os atos. São eles:

– Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ);
– Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP);
– Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro;
– Deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP);
– Deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP);
– Deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP);
– Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe da Ajudância de Ordem da Presidência e assessor de Jair Bolsonaro;
– Blogueiro Allan dos Santos;
– Extremista Sara Giromini;
– Ativista Daniel Miguel; entre outros.

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Ouvido na última quinta-feira (17), Carlos Bolsonaro negou que tenha produzido ou repassado conteúdo que impulsionasse atos antidemocráticos contra o STF e o Congresso Nacional. No último domingo, o parlamentar disse: “Atos antidemocráticos são meus ovos na goela de quem inventou isso! Milhares vão às ruas espontaneamente e devido à meia dúzia esculhambam toda a democracia. Tentam qualificar a vontade popular como algo temerário”.

Os ativistas e blogueiros também já foram ouvidos pelo órgão. As oitivas do restante ainda serão marcadas. Segundo os advogados de Joice e Frota, ambos serão ouvidos como testemunhas e pretendem colaborar com as investigações, explicando denúncias que já fizeram, como no âmbito da CPI das fake news.

Segundo nota divulgada pela defesa de Moro, “a oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.

O inquérito corre sob sigilo de Justiça.

Fonte: Agencia Brasil