Incêndios crescem na Serra do Cipó e Pantanal; saiba como ajudar vítimas

Pelo sexto dia consecutivo, o fogo que consome a vegetação do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região Central do Estado, continua preocupando moradores e bombeiros. Neste sábado (3), 64 militares e brigadistas da corporação voltaram ao local para combater às chamas. De acordo com a corporação, ainda há focos ativos nas regiões da Cachoeira da Farofa, Bandeirinhas e Confins.

Até o momento, não é possível dimensionar a área consumido pelo fogo. O que se saba é que a situação tem causado sofrimento para moradores, afetado o meio ambiente e colocando em risco várias espécies de animais nativos. 

Os trabalhos no local, segundo os bombeiros, começaram por volta das 05h30 com um sobrevoo para traçar um cronograma de atuação. Na sexta-feira (2), foram extintos os focos nas regiões conhecidas como Congonhas e Mãe Terra. No entanto, as áreas continuam sendo monitoras para que o fogo não volte. As chamas no Parque Nacional da Serra do Cipó começaram a atingir a reserva ambiental no último domingo (27). 

Nas redes sociais, várias campanhas forma criadas para arrecadar alimentos, medicação, água para os brigadistas que estão se voluntariado para combater as chamas e ajuda aos animais. Mas devido a grande quantidade de doações, as arrecadações estão suspensas no momento. Segundo o grupo “A Serra do Cipó grita por Socorro”, até agora não há  informação de nenhum animal que tenha sido queimado ou machucado pelas chamas. Mas o alerta é constante e toda ajuda é bem-vinda. Quem quiser contribuir pode entrar em contato pelo telefone: (31) 9770-9328.

Em chamas, o Pantanal pede socorro 

O tempo seco e o calor também continuam castigando e provocando novos focos de incêndio em todo o Brasil, principalmente, no Pantanal mato-grossense. Nem mesmo a chuva da semana passada que atingiu a região e a proibição de realização de novas queimadas ajudaram na tarefa de controle do fogo. A região apresentou a sétima alta mensal consecutiva nas queimadas e bateu o recorde do registro histórico para setembro, com 8.106 focos de calor, alta de 180% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que teve 2.887 focos. Somente na última quarta-feira (30), os satélites captaram 682 focos ativos.

Uma das preocupações com os incêndios no local são os animais. O Pantanal abriga diversas espécies ameaçadas de extinção. Na região persistem populações numerosas de animais, como o tuiuiú – ave símbolo do Pantanal -, além da onça pintada, suçuarana (onça-parda), cervo-do-pantanal, arara-azul-grande, lobo-guará, ariranha, jacaré-do-pantanal, cachorro-vinagre, tamanduá-bandeira, veado-campeiro, entre outros. A estimativa é que a região abrigue 263 espécies de peixes, 41 de anfíbios, 113 de répteis, 463 de aves e 132 mamíferos, sendo duas endêmicas.

De acordo com a ONG AMPARA Silvestre, por causa das chamas, as antas têm sido castigadas pelos incêndios. Os animais são lentos e têm tido muita dificuldade em conseguir escapar das queimadas. Mas mesmo animais mais ágeis como a onça-pintada, segundo a ONG, têm sofrido e tem tido suas patas queimadas. Os animais, além de inalarem muita fumaça, estão tendo que deixar seu habitat natural, não achando mais alimentação específica. 

Para ajudar, diversas ONGs estão atuando no resgate de animais e ajudando a população afetada. Uma das instituições é o Comitê do Fogo, órgão que reúne diversas instituições do governo local, terceiro setor e iniciativa privada, que montou um Posto de Atendimento Emergencial a Animais Silvestres – PAEAS Pantanal para receber donativos. O grupo também criou uma “vaquinha virtual” (voaa.me/vaquinha-pantanal) com objetivo de arrecadar dinheiro para financiar ações que visam ajudar a cuidar dos animais que perderam seu habitat pelo fogo. 

Trabalhando há 31 anos com a preservação da natureza no Pantanal mato-grossense, a Fundação Ecotrópica também está aceitando qualquer tipo de doação. As necessidades vão desde máscaras, luvas, perneira, botinas, camisetas, soro fisiológico, até medicamentos como, gaze, pomadas de queimadura, rifocina, repelente e demais itens farmacêuticos e de uso pessoal. As informações como ajudar estão no site www.ecotropica.org.br

Até 31 de agosto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil perdeu 53.019 km² de mata nativa da Amazônia e do Pantanal juntos. O número é equivalente a quase a soma das áreas dos estados de Sergipe e Alagoas.

(Com agências)

Como ajudar

Como ajudar
Serra do Cipó: um grupo de voluntariado está recolhendo alimentos, medicação, água para os brigadistas (31) 9770-9328 / (31) 3718-7484 / (31) 3718-7469
 
Pantanal
Comitê do Fogo: o objetivo do grupo é arrecadar dinheiro para financiar ações que visam ajudar a cuidar dos animais que perderam seu habitat pelo fogo. Acesse o site para mais informações: (https://voaa.me/vaquinha-pantanal) 
 
Fundação Ecotrópica: a fundação está recolhendo máscaras, luvas, perneira, botinas, camisetas, soro fisiológico, até medicamentos como, gaze, pomadas de queimadura, rifocina, repelente e demais itens farmacêuticos e de uso pessoal. Saiba como ajudar (http://www.ecotropica.org.br/

Fonte: Agencia Brasil