Acusado de participar de chacina que deixou 6 mortos é preso em Mussurunga

Acusado de participar de uma chacina que terminou com seis mortos em Portão, Lauro de Freitas, no ano passado, Mateus Santos de Jesus, o Mateus Borel, foi preso na terça-feira (13) em Mussurunga, Salvador. O foragido, que fazia parte do Baralho do Crime, foi localizado por equipes da 34ª Delegacia, responsável por investigar o crime.

As equipes localizaram o acusado através de ações de inteligência. Fizeram então uma campana na região e prenderam o criminoso perto de um supermercado em construção no setor H do bairro.

Ele foi então levado para a 34ª Delegacia, onde foi cumprido o mandado de prisão contra ele, expedido pela comarca de Lauro de Freitas.

Chacina
Era início da noite de sábado, 18 de maio de 2019, quando homens armados entraram no bairro de Portão e, de dentro de um carro, dispararam tiros a esmo. A primeira vítima foi Pablo Ferreira dos Santos, 15 anos. Ele foi baleado na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu no local, na Rua Santo Antônio.

Marcas de tiros em muro (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

As outras vítimas foram Raimunda Jesus dos Santos, 35, e os dois sobrinhos dela: Raiane Freitas, 12, e Guilherme Gomes da Silva, 19 anos. Eles estavam na porta de casa quando foram baleados. Já o pintor Rogério Oliveira da Silva, 36, estava saindo do imóvel dele quando foi baleado.

Raiane e Guilherme eram primos (Foto: reprodução)

Arthur Silva de Jesus Moreira, 23, foi a última das vítimas. Ele estava com o filho de 4 meses nos braços e foi atingido na cabeça enquanto protegia a criança. Arthur também era pintor e resistiu por dois dias na UTI do Hospital do Subúrbio, onde teve morte cerebral confirmada no final da tarde de segunda-feira, 20 de maio.

Arthur morreu protegendo o filho (Foto: reprodução)

A família dele resolveu doar os órgãos do pintor. O fígado, os dois rins e as duas córneas salvaram a vida de cinco pessoas que aguardavam na fila de transplantes da Bahia. Já as quatro válvulas do coração seguiram para pacientes de Curitiba, no estado do Paraná.

Pablo morreu no local (Foto: reprodução)

Na época, a polícia informou que as mortes foram provocadas por brigas entre traficantes. As vítimas moravam em uma área que é alvo de disputa entre os criminosos e teriam sido atingidas por um grupo rival dos bandidos. Um dia depois da chacina, três suspeitos de participação no crime morreram durante confronto com policiais militares, na Lagoa dos Patos, comunidade de Lauro de Freitas.

Fonte: Correio