Professor que cultua Hitler e o nazismo desiste de candidatura a vereador

Wandercy Antonio Pugliesi, de 58 anos, mais conhecido como Professor Wander, desistiu de sua candidatura a vereador de Pomerode, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Decisão ocorreu após vir à tona atos praticados por ele, como culto ao nazismo – inclusive, ele pintou uma suástica no fundo de sua piscina.

Segundo o diretório estadual do Partido Liberal (PL), o qual ele era filiado, a desistência ocorreu após Pugliesi ser desligado da legenda. “Por não compactuar ideologicamente com o filiado, o PL encaminhou o desligamento do mesmo. O partido reforça sua firme posição contra todo tipo de apologia à discriminação racial, religiosa e social”, informou por meio de nota.

Cartas

O político escreveu três cartas ao partido: no dia 8 de outubro, ele comunicou que iria se desfiliar; depois, no dia 16, ele havia desistido disso; já nesta última, escrita no sábado (18), ele afirma que realmente quer desistir da eleição.

“Ao ilustríssimo magistrado peço minhas escusas pela confusão por mim criada. Na primeira carta (8 de outubro do corrente) estava eu pressionado pela forte campanha midiática de difamação, na segunda carta (16 de outubro do corrente) me tocava reação de enfrentamento. Ambas assinadas no flagrar dos ânimos. Já esta presente a escrevo com serenidade e certeza de maneira que minha decisão é definitiva e irrevogável”, afirmou.

A carta consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), veja:

O diretório estadual do PL em Santa Catarina informou que “desconhecia a filiação do candidato a vereador da cidade de Pomerode, Professor Wander, conduzida diretamente pelo órgão de direção municipal”.

Relembre

Professor Wander virou assunto nacional quando, em dezembro de 2014, um policial civil flagrou, de dentro de um helicóptero, uma suástica – símbolo nazista – no fundo da piscina de sua propridade na zona rural da cidade. Na época, o órgão disse que o professor não seria enquadrado porque ele não faz nenhum tipo de apologia publicamente.

Após o episódio, outras situações vieram à tona. Em 1994, Pugliese teve apreendidos pela polícia materiais relacionados ao nazismo, como livros, revistas, fotografias, gravuras do exército alemão, objetos com a suástica e uma camiseta estampada com a imagem de Adolf Hitler, líder do partido alemão.

Naquele ano, ele se declarou admirador da ideologia nazista, mas disse que todos os objetos faziam parte de uma coleção pessoal destinada a estudo. Ele chegou a ser denunciado pelo crime de racismo, mas a ação foi arquivada.

Fonte: Agencia Brasil