UFMG consegue conceito máximo em 19 de 23 cursos avaliados no Enade; veja lista

Dos 23 cursos superiores analisados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) obteve conteito máximo em 19. As pontuações variam entre 1 e 5. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela prova.

Nas avaliações gerais, 29 áreas foram contempladas na prova do ano passado, mas federal mineira não oferece todas no currículo. A cada três anos um grupo diferente de cursos é analisado. Os bons resultados da UFMG confluem com a tendência nacional – das 6.360 graduações avaliadas pelo MEC, universidades federais conseguiram nota máxima em 342 cursos. 

Veja os cursos da UFMG avaliados e as notas no Enade:

  1. Medicina veterinária – 5
  2. Odontologia – 5
  3. Medicina – 5
  4. Agronomia – 5
  5. Farmácia – 5
  6. Arquitetura e Urbanismo – 5
  7. Enfermagem – 5
  8. Fonoaudiologia – 5
  9. Nutrição – 5
  10. Fisioterapia – 5
  11. Biomedicina – 5
  12. Tecnologia em radiologia – 5
  13. Educação física (Bacharelado) – 5
  14. Engenharia civil – 5
  15. Engenharia elétrica – 5
  16. Engenharia mecânica – 5
  17. Engenharia química – 5
  18. Engenharia de produção – 5
  19. Engenharia ambiental – 5
  20. Zootecnia – 4
  21. Engenharia de controle e automação – 4
  22. Engenharia florestal – 4
  23. Engenharia de alimentos – 3

Na UFMG, o curso mais bem avaliado foi o de medicina veterinária, seguido por odontologia e medicina. Nas áreas contempladas, a instituição de ensino não teve nenhuma nota abaixo de 3, com apenas três cursos – engenharia de controle e automação, engenharia florestal e zootecnia – com nota 4. O menor desempenho foi o de engenharia de alimentos, que obteve 3 pontos. 

Ensino público se destaca no Brasil

A maior parte dos cursos, 57%, se encontram nas notas 3 e 4. Só 2% têm nota máxima e 45% ficam nas menores notas. Do total de cursos avaliados, 76% estão em instituições privadas, com ou sem fins lucrativos. Isso espelha a proporção geral de matrículas do ensino superior em universidades e faculdades particulares.

O volume de notas baixas é maior entre os cursos privados: 42% têm médias 1 e 2. O percentual equivale a 2.691 cursos, do total de 6.360 graduações privadas avaliadas. Outros 54% ficaram com notas 3 e 4, além de 1% com nota 5 (ficaram sem conceito 3% dos cursos em faculdades privadas).

Os resultados são mais positivos nas instituições públicas, que em geral selecionam os melhores alunos com processos seletivos disputados, como o Enem.

Dos 1.426 cursos de instituições federais, 5% tiveram as notas mais baixas (1 e 2), 70% ficaram com 3 e 4 e 24% alcançaram notas máximas. Nas estaduais, 11% registraram as notas mais baixas e 16%, a mais alta.

Ao focar apenas em medicina, por exemplo, 3% das graduações de instituições particulares (28 de 132 cursos) alcançaram nota máxima e 19%, as duas mínimas.

Na outra ponta aparecem as federais, com 29% dos cursos com 5 (são 19 de um total de 66) e 3% nos dois últimos patamares.

Como o Enade foi criado para avaliar os cursos, e não os alunos, a nota nessa prova não conta para o currículo do estudante.

O Enade 2019 avaliou os seguintes bacharelados: agronomia, arquitetura e urbanismo, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, zootecnia, e as engenharias ambiental, civil, de alimentos, de computação, de controle e automação, de produção, elétrica, florestal, mecânica e química.

Também fizeram parte dessa edição cursos superiores de tecnologia: estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar, radiologia e segurança no trabalho.

O Inep divulgou um indicador que busca mensurar o valor agregado por cada curso ao desenvolvimento dos estudantes.

O IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado), que também compõe o sistema federal de avaliação, compara os resultados do Enade com o Enem dos estudantes quando eles ingressaram nos cursos.

Dos cursos em instituições federais, 6,2% alcançam IDD máximo (também numa escala de 1 a 5). Esse percentual é de 4,5% nas privadas com fins lucrativos.

Na outra ponta, 0,8% dos cursos federais (11 graduações) ficam na menor nota do indicador, enquanto 4,9% das particulares estão nesse patamar (164).

Esses indicadores compõem o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que é a nota de cada graduação e também leva em consideração fatores como a organização pedagógica, a infraestrutura e a titulação de professores. Uma nota ruim no CPC (abaixo de 3) pode resultar em punição para as instituições. (Com Folhapress)

Fonte: Agencia Brasil