Sul-Americana: histórico de todos os jogos do Bahia na competição

A semana foi de novidade para o Bahia na Copa Sul-Americana, que terá seu retorno após oito meses de interrupção forçada pela pandemia de coronavírus. Embora a competição tenha sido disputada pela primeira vez em 2002, o Esquadrão acumula experiência só nesta década.

Ao todo, o tricolor fez 24 jogos pelo torneio continental nas sete edições em que participou, incluindo a atual. Os próximos serão contra o Melgar, do Peru, nos dias 29 de outubro e 5 de novembro, duas quintas-feiras, ambos às 21h30.

No histórico, são 11 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. Na única vez que encarou um adversário peruano, o Bahia acabou eliminado pelo César Vallejo, em 2014. Veja a seguir um resumo de toda a história do clube na competição que, além de um título internacional, dá ao campeão uma vaga na Copa Libertadores do ano seguinte.

Primeiro jogo do Bahia na Sul-Americana foi contra o São Paulo. Tite era o capitão tricolor
(Foto: Robson Mendes / CORREIO)

2012 – A estreia (2 jogos)

Bahia x São Paulo

A estreia do Bahia na Copa Sul-Americana marcou também o retorno do clube às competições internacionais, das quais estava ausente desde a Libertadores de 1989. Após 23 anos, o time começou mal. Duas derrotas para o São Paulo pelo placar de 2×0, em Pituaçu e no Morumbi, resumiram à participação à fase nacional (que constava no regulamento da época), sem sentir o gosto de deixar o país.

A primeira escalação tricolor na história da Copa Sul-Americana entrou em campo no dia 1º de agosto de 2012, em Pituaçu, com Marcelo Lomba, Gil Bahia, Danny Moraes, Titi e Gerley (Ávine); Fahel, Diones, Hélder e Zé Roberto (Ciro); Júnior (Lulinha) e Souza. O técnico era Caio Júnior. Os gols do jogo foram marcados por Rogério Ceni e Ademilson. No 2×0 do Morumbi, gols de Willian José e Maicon.

Tensão na decisão por pênaltis em 2013; Bahia acabou eliminado
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

2013 – Voo internacional (4 jogos)

Bahia x Portuguesa

A primeira vez que o Bahia conseguiu romper a barreira nacional na competição. Eliminou a Portuguesa após vitória por 2×1 no Canindé e empate de 0x0 na Arena Fonte Nova, que recebia sua primeira partida internacional entre clubes – depois de ter sediado a Copa das Confederações. Wallyson e Obina marcaram os gols tricolores e Carlos Alberto descontou.

Bahia x Atlético Nacional

Enfim, um rival estrangeiro. Pela frente, o colombiano Atlético Nacional, com jogo de ida no estádio Atanasio Girardot, em Medellín. A derrota por 1×0, com gol contra de Diones, ainda deixou o Bahia com boas chances no jogo de volta das oitavas de final. Um gol de Hélder logo aos 4 minutos do 1º tempo parecia um ótimo sinal, mas o placar ficou nisso mesmo e a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, Lomba pegou o chute de Cárdenas, mas Souza e Fabrício Lusa pararam no goleiro Armani.

Fahel chega duro em jogador do César Vallejo na Fonte Nova; no Peru, tricolor cairia nos pênaltis
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

2014 – Entregou jogo fácil (4 jogos)

Bahia x Internacional

Uma pedreira logo na estreia, e o Bahia se saiu muito bem. Venceu o Internacional por 2×0 no Beira-Rio, e carregou vantagem suficiente para jogar mais tranquilo na Fonte Nova, onde o empate de 1×1 foi suficiente para classificar. Na ida, Lucas Fonseca e Diego Macedo balançaram a rede. Na volta, Alex colocou o Inter na frente e Henrique Almeida empatou. Uma curiosidade é que o zagueiro Ernando, atualmente no Bahia, jogava no colorado na época.

Bahia x César Vallejo

Depois de eliminar o Inter, o peruano César Vallejo tinha tudo para ser um adversário mais fácil no caminho do Bahia nas oitavas de final, mas, assim como no ano anterior, o Esquadrão foi eliminado na decisão por pênaltis. Após ganhar na Fonte Nova por 2×0, gols de Titi e William Barbio, o time viajou com vantagem para o estádio Mansiche, em Trujillo, e ia administrando bem a classificação até que, com um gol de Quinteros aos 37 minutos do 2º tempo e outro de Chiroque aos 47, acabou derrotado pelo mesmo placar da ida. Nas penalidades, o César Vallejo venceu por 7×6. A série demorou tanto a ser decidida que chegou a vez do goleiro Marcelo Lomba bater – e perder a 10ª e última cobrança (o Vallejo teve um jogador expulso). Antes, Lucas Fonseca, Uelliton e Pará também desperdiçaram.

Dividida entre Maikon Leite e Jailton na Ilha do Retiro em 2015
(Foto: Marlon Costa/Estadão Conteúdo)

2015 – Falhas inacreditáveis (2 jogos)

Bahia x Sport

Após dois anos seguidos chegando à fase internacional, o Bahia teve uma recaída e parou na etapa nacional. Ganhou do Sport por 1×0 na Fonte Nova, graças a um gol de Maxi Biancucchi, mas na volta um exagero de erros defensivos transformou o que era um empate de 1×1 aos 34 minutos do 2º tempo em goleada por 4×1 a favor do Sport no final do jogo, na Ilha do Retiro. Maxi também anotou o gol de honra no Recife, enquanto Rithelly, Hernane duas vezes e Élber, atualmente no Bahia, marcaram para o rubro-negro pernambucano.

Novidade em 2018, VAR anulou dois gols do Bahia contra o Athletico-PR; um foi este de Clayson
(Foto: Betto Jr./CORREIO)

2018 – A melhor campanha (8 jogos)

Bahia x Blooming

Depois de passar 2016 e 2017 fora da Copa Sul-Americana, o Esquadrão retornou em 2018, quando o regulamento não previa mais a fase inicial disputada contra conterrâneos. Assim, a estreia foi diante do boliviano Blooming, em Santa Cruz de la Sierra. O técnico Guto Ferreira escalou time reserva e o time foi derrotado por 1×0, gol de Leonardo Vaca. Na volta, força máxima e goleada de 4×0 na Fonte Nova. Zé Rafael duas vezes, Élton e Júnior Brumado marcaram.

Bahia x Cerro

Com a competição maior do que anos anteriores, a segunda fase ainda era a etapa anterior às oitavas de final. Pela frente, o uruguaio Cerro não impôs demonstrou grande dificuldade. Uma vitória por 2×0 em Pituaçu – gols de Gilberto e Régis – foi suficiente para administrar o empate de 1×1 no estádio Luis Trocolli, em Montevidéu, e passar adiante. Zé Rafael abriu o placar e Leandro Paiva empatou.

Bahia x Botafogo

Primeira vez que uma decisão por pênaltis termina com final feliz para o tricolor, que ganhou por 2×1 na Fonte Nova e perdeu pelo mesmo placar no Engenhão. Na ida, gols de Ramires, Clayson e Rodrigo Pimpão. Na volta, Rodrigo Pimpão, Edigar Junio e Luiz Fernando. Nas penalidades, Marcinho desperdiçou pelo Botafogo, Jackson falhou pelo Bahia e o goleiro Douglas defendeu a cobrança do lateral esquerdo Moisés, que na época defendia o time carioca.

Bahia x Athletico Paranaense

Pela primeira vez nas quartas de final da Copa Sul-Americana, o Bahia teve como adversário o Athletico Paranaense com jogo de ida na Fonte Nova. Em um jogo polêmico por causa da anulação de dois gols tricolores pelo VAR, o time visitante ganhou por 1×0 com um golaço de Pablo. Na volta, o Esquadrão encarou o Furacão na Arena da Baixada e devolveu a derrota de 1×0, gol de Douglas Grolli, resultado que levou a decisão para os pênaltis. Vinícius, que havia entrado em campo só para participar das cobranças, errou a primeira e Zé Rafael perdeu a segunda. Edigar Junio fez a terceira, mas o Athletico converteu todas e fechou a série em 4×1.

Bahia foi eliminado pelo modesto Liverpool uruguaio no ano passado
(Foto: Betto Jr./CORREIO)

2019 – A decepção (2 jogos)

Bahia x Liverpool

Um ano depois de chegar às quartas de final, a expectativa era de que o Bahia se firmasse como uma equipe competitiva na disputa continental, mas a realidade foi um baque. O tricolor não marcou um gol sequer em duas partidas contra o Liverpool do Uruguai. Perdeu de 1×0 na Fonte Nova, gol de Ignácio Ramirez, e empatou em 0x0 no estádio Luiz Franzini, em Montevidéu.

Bahia eliminou o Nacional-PAR no dia 26 de fevereiro fora de casa antes da pandemia interromper a Sul-Americana
(Foto: Felipe Santana / EC Bahia)

2020 – A pandemia (em andamento)

Bahia x Nacional

A temporada atual começou com uma classificação folgada diante do Nacional do Paraguai: 3×0 na Fonte Nova e 3×1 no estádio Luis Alfonso Giagni, em Villa Elisa, região metropolitana de Assunção. Gilberto marcou um gol na ida e dois na volta, Élber fez um em cada partida, Gregore anotou o outro e Villagra fez o único gol da equipe paraguaia. Uma curiosidade: ao ganhar fora de casa, o Bahia conseguiu sua primeira vitória fora do Brasil em jogos oficiais na história do clube.

Bahia x Melgar

A competição ficou paralisada por oito meses por causa da pandemia do novo coronavírus. No sorteio da última sexta-feira (23), ficou definido que o próximo adversário do Esquadrão será o Melgar, do Peru. O jogo de ida está marcado para o dia 29, na Fonte Nova, e o da volta no dia 5 de novembro, no estádio Nacional de Lima.

Fonte: Correio