Adolescente de BH ganha R$ 143,8 mil do Facebook por descobrir bug no Instagram

O adolescente belohorizontino Andres Alonso Bie Perez, de 14 anos, descobriu, no último 15 de setembro, um problema nos “Stories”, do Instagram, e reportou a falha ao Facebook, empresa-mãe da rede social. A recompensa por expor a vulnerabilidade rendeu ao garoto US$ 25 mil – aproximadamente R$ 143,8 mil, conforme a cotação do dólar desta terça-feira (3), de R$ 5,76.

A falha, explica Andrés, ocorria durante o compartilhamento de links de filtros que podem ser aplicados nos “Stories”. No código da plataforma, havia um problema de “injeção de código”, quando é possível escrever novas linhas no código da rede social e, por exemplo, conseguir acesso à conta dos usuários que compartilharem o link do filtro.

“Descobri essa oportunidade pela internet mesmo, que dava para ganhar dinheiro descobrindo bugs (em sites e plataformas) e gostei muito. A falha que encontrei foi uma injeção de código. Alertei (em vida) alguns bugs, um do (site da) BMW, também, mas esse foi um dos primeiros em que fui pago”, conta o adolescente. 

O pagamento, que já foi creditado na conta dele, surpreendeu: “Não esperava um valor tão alto. Pensei que receberia algo entre US$ 500 e US$ 1 mil”, comenta. Para o rapaz, encontrar bugs e trabalhar com programação não é apenas um hobby, mas algo que pretende levar como carreira. “Ou (como caçador de bugs), ou como desenvolvedor. Tudo, sempre, focando em tecnologia”, conclui.

Talento desde cedo

Andres, que estuda desde 2012 no Colégio Santa Maria, da rede Puc-Minas, em Belo Horizonte, desenvolve projetos em tecnologia há alguns anos, conforme a instituição pontua em nota. Os trabalhos do aluno chegaram a ganhar destaque em nível universitário. 

“(Ele) Passou a chamar atenção de seus professores por desenvolver projetos tecnológicos, especialmente games, em suas atividades escolares. De acordo com o coordenador Pedagógico Antenor Silva Santos Júnior, em 2019, Andres Alonso e um colega fizeram um trabalho de Ciências, que mereceu destaque, inclusive, na PUC Minas”, diz o texto. 

“O trabalho chamou a nossa atenção. Eles desenvolveram um game para apresentar como ocorre a síntese da proteína. O layout, os comandos, tudo muito bem produzimos, tanto que decidimos, em reunião, valorizar ainda mais o trabalho dos alunos”, destaca o coordenador em nota.

Fonte: Agencia Brasil