1,6 milhão de reais para startups

O investimento destina-se às empresas que já se encontram no chamado ponto de tração, ou seja, quando possuem produto desenvolvido e com alguns clientes já utilizando ou consumindo-o. O dinheiro vem de uma parceria entre a aceleradora Overdrives e a NE Capital, pertencente à holding JCPM, que atua em shoppings como o Salvador além dos mercados Imobiliário e de Comunicação.

As startups escolhidas passarão 6 meses em ritmo intenso de aceleração com acesso a uma rede de mentores, investidores e especialistas do mercado. As inscrições vão até 23 de novembro clicando no site. A aceleradora prevê mais quatro programas de aceleração para o ano que vem.

Anzol digital

“Por que alguns produtos digitais capturam totalmente a atenção do usuário, enquanto outros fracassam?” e “O que nos faz interagir com certos produtos digitais por puro hábito?” Essas e outras perguntas são discutidas em Hooked (Engajado), novo livro de Nir Eyal, escritor e consultor de empresas de tecnologia do Vale do Silício.

Na obra Nir explica que diversos produtos usam os chamados “Ciclos de Gancho”, que são técnicas específicas de engajamento que fazem com que usuários/consumidores vão e voltem a um produto ou serviço sem a necessidade de publicidade agressiva ou de mensagens repetidas.

O livro Hooked também busca trabalhar questões como a ética e a moral com relação ao uso das poderosas ferramentas de influência e persuasão, mostrando que existe uma linha tênue entre um hábito e um vício, entre algo que pode ajudar e algo que pode prejudicar a rotina de alguém.

Tecnologia contra o tráfico de animais

Desenvolvedores, designers, empreendedores, estudantes universitários, ambientalistas, zoológicos, acadêmicos e ONGs são o público-alvo da segunda edição de um Hackatoon diferente, o ZooHackaton, que acontece de 06 a 08 de novembro com foco em desenvolvimento de projetos de softwares ou hardwares, design e negócios com o objetivo de identificar soluções criativas e inovadoras, para acabar com o tráfico de animais.

O evento é organizado pelo Instituto We Are All Smart (WAAS), JUPTER, Founder Institute Brasil e a Missão Diplomática dos EUA no Brasil. Os vencedores locais, que receberão prêmios, sairão após a apresentar seus projetos para um grupo de juízes. Os vencedores regionais vão competir pelo prêmio global, que acontece entre os dias 13 e 15 de novembro.

Além do Brasil, único país da América do Sul a participar, o ZooHackatoon acontece simultaneamente em diversas regiões do mundo, incluindo países da Europa, Oriente Médio, África e nordeste da Ásia. 

IEEE discute o mundo pós pandemia

O encontro promovido pelo Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) foi na última quinta-feira e reuniu quatro cientistas com jornalistas de todo o país. Nas palestras dos professores Carmelo Bastos Filho, Cristiane Agra Pimentel, Vicente Lucena Júnior e Guilherme Barreto, que abriram o encontro, ficou claro o efeito de aceleração trazido pela Pandemia do novo Corona Vírus nas áreas de robótica, inteligência artificial, telemedicina e indústria, essa última com o nome dado ao momento de evolução em que se encontra – “indústria 4.0” – onde a Inteligência Artificial (I.A.) embarca de vez nos processos produtivos que ficam cada vez mais ágeis fato que, aliado às evoluções na robótica, reduzem e algumas vezes até eliminam a necessidade da presença de humanos em processos arriscados e insalubres.

Essa aceleração na substituição da mão de obra em detrimento do uso de novas tecnologias, trazida pela pandemia, foi um dos pontos mais discutidos e todos os cientistas concordaram que o impacto nas relações de trabalho é irreversível, mas não significa o fim da presença de pessoas e sim a necessidade de uma reinvenção cada vez mais rápida dos profissionais. As evoluções na área de Telemedicina também forem destacadas no evento que mostrou que o uso de I.A. começa a trazer de forma acelerada vantagens para diagnósticos e processos. No final da discussão a pergunta que ficou no ar foi se esse tipo de evolução chegará a todos ou se, mais uma vez, a evolução tecnológica será usada como estratégia de poder dos países mais ricos.

Fonte: Correio