Afinal, o que é PIX? Conheça mais detalhes sobre o meio de pagamento instantâneo

Falta um pouco mais de uma semana para ele operar integralmente, 24 horas, todos os dias da semana. Só que muita gente ainda se pergunta o que é e para que serve esse tal de Pix, desde que os bancos começaram a encher todos com notificações e pedidos para cadastramento no sistema. Antes de decidir fazer ou não a adesão, se alguém ainda tem dúvidas sobre o novo meio de pagamento instantâneo, você não pode deixar de conferir o guia que montamos com dez curiosidades sobre o Pix.

A partir do dia 16 de novembro, o sistema passa a ser mais alternativa de pagamento ao DOC, TED, boletos e até mesmo ao dinheiro em espécie e aos cartões. Desde a última terça-feira, a modalidade já passou por testes com clientes indicados pelos bancos. De acordo com o Banco Central (BC), no primeiro dia de fase restrita foram registrados 1.570 transações. O valor médio por transação somou R$ 90. Confira a seguir o que especialistas em finanças destacaram sobre o sistema.

1. Todo mundo é obrigado a aderir ao Pix?  Não existe uma obrigação para os usuários finais, como explica o fundador e CEO da plataforma de gestão financeira Guiabolso, Thiago Alvarez. “Já com relação aos bancos, todos com mais de 500 mil contas foram obrigados a se integrarem ao Pix”, diz. 

2. Qual a diferença entre o Pix, o Doc e o TED?  O Pix será mais uma forma para que o cliente faça suas transações financeiras, ficando ao seu critério, qual é a melhor opção. DOC, TED e os boletos, por exemplo, não vão desaparecer como explica o coordenador da Subcomissão de Pagamentos Instantâneos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ivo Mósca. “Para os pagadores, será um meio mais rápido, prático e barato de fazer transações financeiras. Para o recebedor, a  vantagem é que o dinheiro será liberado de imediato”.

3. O que são as chaves? Como cadastrá-las? As chaves são formas de identificação dos usuários do Pix. O economista chefe da Análise Econômica Consultoria, André Galhardo, destaca que cada banco tem um passo a passo específico para esse cadastro. Essa chave de endereçamento pode ser via CPF, CNPJ, e-mail ou celular. Também existe a chave aleatória que é gerada pela instituição financeira. “Geralmente o processo é rápido e prático”, conta Galhardo. 

4. E se eu não quiser informar meu e-mail ou telefone como opções de chave? Também não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. “Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação”, esclarece Ivo Mósca, da Febraban. 

5. O PIX é gratuito? Modalidades como TED e DOC costumam ser taxadas. No caso do Pix, o Banco Central (BC) definiu que, inicialmente, o serviço é gratuito para pessoas físicas e cobrado das jurídicas. Porém, a Relações Institucionais da Proteste Associação de Consumidores, Juliana Moya, pontua algumas exceções: “uma delas é quando o consumidor receber um dinheiro de uma venda e a outra é quando optar pela transação presencial ou por telefone. Nesses casos, o banco pode cobrar, mas não há definição sobre o valor para o serviço”. 

6. Como serão feitos os pagamentos? A transferência ocorrerá de forma rápida, em até 10 segundos, como destaca Thiago Alvarez, do Guiabolso. “Basta escolher a opção Pix, digitar o valor, a chave de endereçamento do recebedor e pronto”, explica Alvarez. 

7. Posso pagar qualquer coisa pelo Pix? Existe um valor máximo? O Pix também é uma alternativa aos boletos, cartões de crédito e débito e pagamentos em espécie. O BC não fixou um valor máximo para as transações. Quanto a quantidade de transações, os bancos é que devem definir esses limites. “O maior benefício é a rapidez”, ressalta André Galhardo, da Análise Econômica. 

8. Como esses dados serão protegidos pelos bancos? O especialista em regulação e sócio-fundador da JL Rodrigues & Consultores Associados, José Luiz Rodrigues, diz que os dados do Pix estão no mesmo sistema tecnológico e seguro que já subsidia as entidades bancárias e as contas dos consumidores. “O Pix nasceu do mesmo propósito da Lei Geral de Proteção de Dados, que é a segurança das informações”, revela. 

9. O Pix é seguro? Quais cuidados são necessários para não cair em golpes? Juliana Moya, da Proteste, orienta que o consumidor só registre as chaves no aplicativo oficial do banco ou instituição financeira e nunca por links recebidos por e-mail ou WhatsApp. “Por ser um sistema autorizado pelo Banco Central, o Pix é seguro. Porém, a novidade acabou se transformando em uma nova isca digital usada por criminosos para ter acesso a dados bancários e informações pessoais, o que pode favorecer uma fraude, caso esse consumidor não fique atento”, avalia Moya. 

10. É possível fazer saques pelo Pix ou só transferências? O Banco Central confirmou a disponibilidade de saques para o Pix. Entretanto, essa funcionalidade somente estará disponível no próximo ano, como complementa o advogado José Luiz Rodrigues. “Na hora do cadastro ao Pix, é importante que a pessoa o realize em instituições financeiras que conhece e confia”, afirma.

Fonte: Correio