Acompanhe a apuração e totalização dos votos das eleições 2020 no Brasil

O leitor de O TEMPO poderá acompanhar, em tempo real, a apuração dos votos das eleições municipais de 2020 em todas as cidades do país. O pleito ocorre no próximo domingo (15) e, neste ano, são escolhidos prefeitos e vereadores em 5.568 municípios no Brasil. As únicas cidades que não votam são Noronha e Brasília, por ser o Distrito Federal.

Clique aqui para ver o andamento das apurações em todo o Brasil

Neste ano, devido à pandemia do coronavírus, as urnas serão abertas mais cedo e haverá um horário específico para pessoas com mais de 60 anos. Brasileiros podem votar entre 7h e 17h, conforme o horário local, tanto no primeiro turno, neste domingo, como no segundo, se houver, marcado para 29 de novembro. 

Em Minas, nove cidades podem ter segundo turno nas eleições deste ano, instrumento que é permitido apenas aos municípios com mais de 200 mil habitantes.

Veja a lista (e clique em cada uma das cidades para acompanhar a apuração):

  • Belo Horizonte
  • Uberlândia
  • Contagem
  • Juiz de Fora
  • Montes Claros
  • Betim
  • Uberaba
  • Ribeirão das Neves
  • Governador Valadares

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu horário preferencial de 7h às 10h para pessoas idosas, que compõe o grupo de risco da Covid-19. 

“Nós estamos fazendo todo o possível para conciliar, na maior medida, a saúde pública da população com as demandas da democracia. É votando nas eleições municipais que você define o destino da sua cidade e, em última análise, os rumos do Brasil. Vote consciente”, afirmou o presidente do TSE, Alexandre Barroso, no final de agosto. 

Apuração ao vivo

O TEMPO disponibilizará os dados coletados e computados pelo TSE tanto para cargos majoritários, de prefeitos, quanto para os pleiteantes às casas legislativas Brasil afora. As apurações começam às 17h em horário local em cada um dos municípios e termina quando todos os votos forem contados. 

Contudo, há no país três fusos horários diferentes – o de Brasília, padrão para grande parte do território nacional, o do Amazonas, que é uma hora atrasado e o do Acre, que puxa para trás duas horas os ponteiros do relógio em relação ao padrão do Distrito Federal.

Como é feita a apuração

Antes do início da votação, é realizada impressão de uma listagem de todos os candidatos, chamada de zeresíma. A zerésima tem por objetivo demonstrar a inexistência de votos nas urnas eletrônicas de todos os candidatos regularmente registrados.

O procedimento é realizado pelo presidente da seção eleitoral na presença dos mesários que atuarão na seção e de fiscais de partidos políticos que participam das eleições. Após a impressão da zerésima, o presidente da seção, os mesários e os fiscais dos partidos ou coligações que estiverem presentes devem assiná-la.

Somente após o horário de início da votação, que este ano será às 07h, é que a urna eletrônica permite a habilitação dos eleitores e consequentemente de seus votos.

Ao final da votação, às 17h pelo horário local, o presidente da seção eleitoral deve digitar uma senha na urna para encerrar a votação. Em seguida, o equipamento emitirá cinco vias do boletim de urna (BU), que informa o total de votos recebidos por cada candidato, partido político, votos brancos, votos nulos, número da seção, identificação da urna e a quantidade de eleitores que votaram na respectiva seção eleitoral. Assim como a zerésima, o boletim de urna será encaminhado para a junta eleitoral.

“O BU é um extrato dos votos que foram depositados para cada candidato e cada legenda, sem fazer nenhuma correspondência entre o eleitor e o voto. Ele também informa qual seção eleitoral o emitiu, qual urna e ainda o número de eleitores que compareceram e votaram”, informou o TSE.

A primeira via do BU é afixada na porta da respectiva seção, onde é possível saber o resultado daquela seção; três são juntadas à ata da seção e encaminhadas ao respectivo cartório eleitoral; e a última via é entregue aos representantes ou fiscais dos partidos – caso seja necessário, é possível imprimir mais vias do BU.

Os dados de cada urna eletrônica são codificados em mídias de memória, como flash cards. Após a eleição, essas mídias são transportadas até um local da zona eleitoral.

Depois ela é aberta e tem a sua autenticidade verificada. Somente a partir daí os dados são transmitidos, por canais próprios, ao respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que os retransmite ao TSE. Não é utilizada a internet. (Com Agência Brasil)

Fonte: Agencia Brasil