Sem receber salários em 2020, médicos do Vitória não viajam mais

Os médicos do Vitória estão sem receber salários há 10 meses. Por isso, os profissionais decidiram que não viajarão mais com a delegação rubro-negra para jogos fora de casa. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pela rádio Sociedade e confirmada pelo CORREIO.

Presidente do clube, Paulo Carneiro postou um áudio em grupos do Whatsapp comentando a situação.

“Com relação aos médicos, uma explicação… Quando nós chegamos no Vitória, o clube tinha dois departamentos médicos, talvez o torcedor não saiba. Tinha o departamento médico da base e o do profissional (…). O departamento médico tem que ser um só. Com a situação financeira grave que o Vitória está passando, nada mais natural do que agir como agimos. Fechamos imediatamente o departamento médico da base e concentramos tudo em um departamento só, reduzimos o efetivo do corpo médico, fisioterápico e de enfermagem da base, reduzindo a folha que chegava perto de R$ 180 mil. Concentramos tudo em um lugar só para atender os atletas do clube, sem importar a categoria”, disse.

“Chamei os médicos para uma reunião na minha sala e disse a eles da gravidade da situação do clube. Como eles tinham outra atividade laboral, a atividade no Vitória é complementar, pedi um entendimento, que o Vitória iria segurar seus recebimentos por absoluta falta de recursos. E que a partir de janeiro de 2020 iríamos começar a pagar normalmente. Assim foi feito. O que aconteceu foi que o nosso financeiro, quando começou a pagar, pagou o atrasado de 2019. Não deixou o atrasado separado para pagar 2020. Por isso os meses que receberam esse ano foram os de 2019. Ainda existem atrasos e buscamos sempre dar satisfação a todos”, continuou Paulo Carneiro.

O presidente do Leão seguiu: “Inclusive, os chamei semana passada para uma reunião, através do nosso gerente médico, José Olímpio, e eles disseram que não queriam se reunir e esperavam uma posição do clube. O Vitória não vai ficar refém de ninguém, nem de jogador, nem de funcionário, nem de médico. O Vitória vive uma grave situação financeira e que as pessoas propositadamente esquecem, querendo imputar sobre nossa gestão a responsabilidade por essas questões. Não tem problema nenhum, eu sou responsável sim, mas não sou culpado. Há uma grande diferença entre culpa e responsabilidade”.

“Queria dizer aos médicos, que considero e respeito, são pessoas queridas, muito competentes, mas, se a situação do Vitória não lhes permite esperar, eu lhes aconselharia sair. Tenha certeza que o Vitória não ficará sem médico. Ortopedistas… Quem não estiver satisfeito, não consigo resolver diferente do que estou resolvendo”, completou o dirigente.

Fonte: Correio