'Vantagem é boa', afirma auxiliar técnico Cláudio Prates

O Bahia bateu o Unión por 1×0 na Fonte Nova, nesta terça-feira (24), e abriu vantagem nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O único gol da partida foi anotado por Gilberto, de pênalti. Agora, o Esquadrão joga por qualquer empate na volta, na Argentina, para avançar às quartas.

O triunfo não teve o técnico Mano Menezes na beira do gramado, já que foi diagnosticado com covid-19. Por isso, quem comandou o tricolor foi Cláudio Prates. Após a partida, o auxiliar analisou o desempenho e reconheceu a dificuldade que o time teve diante do rival argentino.

“A gente observa sempre seis ou sete jogos do adversário. Nenhum jogo desses fizeram linha de cinco. Dificultou um pouquinho até a gente entrar no jogo e igualarmos no encaixe. [Dificultou] não só pela formatação do adversário, mas também por eles não terem feito nenhum jogo assim. Realmente, no começo, surpreendeu. Mas pela superação dos atletas, melhoramos no primeiro tempo. No segundo tempo corrigimos”, falou.

“A gente vem numa sequência muito difícil de jogos fora. Dois jogos que sofremos muito. Sabíamos que hoje teríamos dificuldade em relação à qualificação do adversário e nossa sequência. Os atletas não são máquinas, tentaram o máximo. Depois tenho curiosidade de ver o GPS do jogo porque se dedicaram o máximo. A gente sabe que o resultado foi maravilhoso, mas que nossa apresentação poderia ser um pouco melhor. Os jogadores entenderam isso. Eu qualifico muito pelo desgaste e mudanças do adversário. Depois dos ajustes, a gente conseguiu ter maior posse de bola. Queria ter ganho de mais gols, mas é vantagem boa diante de uma equipe qualificada”, continuou.

O segundo encontro entre Bahia e Unión está marcado para terça-feira, dia 1º de dezembro, às19h15, no estádio 15 de Abril, na Argentina. Além de jogar por qualquer empate, o Esquadrão pode até perder por um gol de diferença, desde que balance as redes também. Prates comemora o 1×0 na ida, mas pede performance melhor na volta.

“Não diria tranquilo e seguro, mas confiante. Ir para a Argentina, sabendo de todas as dificuldades e com vantagem é melhor. Regularmente é favorável a quem faz gol em casa e não toma. Com organização maior, a qualidade dos atleta pode se sobressair no jogo de volta. Estamos contentes com a dedicação e resultado, mas sabemos que precisamos jogar mais na Argentina”, comentou.

Fonte: Correio